Polícia Civil recebe laudo sobre batida que matou mãe e filho na L4 Sul

Instituto de Criminalística enviou o documento à 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul), responsável pela investigação

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postado em 13/06/2017 16:26

Hugo Gonçalves/Esp. CB/D.A Press

A Polícia Civil do Distrito Federal informou, na tarde desta terça-feira (13/6), que o laudo do acidente na L4 Sul, próximo à Ponte das Garças, que provocou a morte de mãe e filho, foi finalizado pelo Instituto de Criminalística e encaminhado à 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul) em 8 de junho. De acordo com a Divisão de Comunicação da Polícia Civil do Distrito Federal, a delegacia aguarda o retorno do inquérito, por parte do Poder Judiciário, para o prosseguimento das investigações, e só se manifestará quando houver o encerramento completo da apuração.
 
"Ressalta ainda que foi solicitado prazo de 30 dias para a conclusão dos trabalhos", continua o texto. O inquérito policial, tocado pelo delegado adjunto Ataliba Neto, da 1ª DP, ouviu 10 testemunhas, e espera ouvir novamente os motoristas dos carros envolvidos na semana que vem, quando o teor do laudo deve ser divulgado.
 
 
Uma fonte da Polícia Civil confirmou ao Correio, à época do acidente, que houve um “racha improvisado”, no qual dois dos três veículos envolvidos na colisão ficaram emparelhados em um determinado trecho da pista para apostar corrida. Os motoristas de dois carros envolvidos foram ouvidos pela polícia no dia seguinte à tragédia. O advogado Eraldo José Cavalcante Pereira, 34 anos, condutor do Jetta que atingiu a traseira do Fiesta, negou em depoimento à polícia que estava em alta velocidade. O sargento do Corpo de Bombeiros Noé Albuquerque Oliveira também contestou que estivesse fazendo racha e confirmou que os três voltavam de uma festa comemorada durante todo o dia em uma lancha no Lago Paranoá. 

No depoimento, ele disse ter ingerido uma lata de cerveja, mas não fez o teste do bafômetro. O advogado Eraldo Pereira fugiu sem prestar socorro. Tenente do exército, Fabiana Oliveira foi a única a ficar no local do acidente, mas também evitou o teste do bafômetro.
 
Agentes do DER prestaram esclarecimentos aos investigadores e confirmaram que dois dos acusados se recusaram a fazer o teste do bafômetro. Os dois sobreviventes do Fiesta, o motorista e o passageiro, também prestaram depoimento à polícia, Osvaldo Cayres, de 72 anos, e o genro Elberton Quintão, de 37. Uma testemunha ocular falou à polícia que viu dois carros fazendo ‘pega’ momentos antes da batida.

Memória

Na noite de 30 de abril, às 19h30, três veículos suspeitos de participarem de um “racha” provocaram um acidente na Avenida L4 Sul, próximo à Ponte das Garças. O Fiesta vermelho em que seguiam Oswaldo, Cleuza, Ricardo e Helberton Silva Quintão, 37, condutor do veículo e cunhado de Ricardo, foi atingido na traseira por um dos três automóveis suspeitos de participar de um possível “pega”. 
 
Com a batida, o carro da família Cayres saiu da via, bateu em uma árvore e capotou. O acidente provocou a morte de Cleusa Maria Cayres, 69, e do filho dela Ricardo Clemente Cayres, 46, que estavam no banco traseiro. Helberton e Oswaldo foram levados para o Hospital de Base do DF com escoriações.
 
O advogado Eraldo José Cavalcante Pereira, 34, condutor do Jetta que atingiu a traseira do Fiesta; e Noé Albuquerque Oliveira, 42, sargento do Corpo de Bombeiros e enfermeiro da Secretaria de Saúde, que dirigia uma Range Rover Evoque, são acusados de envolvimento no possível “pega”. O Jetta se chocou contra a traseira do Fiesta da família Cayres, que retornava de um evento dominical. Com a batida, o Fiesta perdeu o controle, saiu da pista e capotou diversas vezes. 
 
O terceiro carro envolvido é um Cruze prata, dirigido por Fabiana de Albuquerque Oliveira, 37. Fabiana e Noé são irmãos, e Eraldo, cunhado dos dois. Fabiana foi a única que permaneceu no local do acidente. O carro dela também foi atingido pelo Jetta.
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