Laudo mostra que Jetta responsável por batida na L4 Sul estava a 110 km/h

O veículo era dirigido por Eraldo José Cavalcante Pereira, 34 anos, que fugiu do local logo após o acidente. Ele atingiu o carro onde estavam Cleuza Maria Cayres, 69, e Ricardo Clemente Cayres, 46, mãe e filho, que morreram na hora

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postado em 14/06/2017 15:32 / atualizado em 14/06/2017 19:48

Hugo Gonçalves/Esp. CB/D.A Press

 

O Jetta responsável pelo acidente que provocou a morte de mãe e filho no fim de abril, na Avenida L4 Sul, estava a uma velocidade de 110km/h no momento do acidente. A informação foi confirmada pela 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul), que investiga o caso, a partir do laudo do Instituto de Criminalística. O veículo era dirigido por Eraldo José Cavalcante Pereira, 34 anos, que fugiu do local na hora do acidente. Ele atingiu o carro onde estavam Cleuza Maria Cayres, 69, e Ricardo Clemente Cayres, 46. Os dois eram mãe e filho e morreram na hora.

 

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O delegado-adjunto da 1ª DP, João de Ataliba Nogueira, só se pronunciará sobre o inquérito no fim da investigação. O resultado do laudo também mostra que o Fiesta, onde estava a família Cayres, trafegava a 60 Km/h, e Cruze, dirigido por Fabiana de Albuquerque Oliveira, a 55km/h. A Divisão de Comunicação da Polícia Civil (Divicom) afirmou que o Instituto%u200B de Criminalística também não está se manifestando sobre o caso.

 

%u200BNo próximo dia 22/6, os motoristas envolvidos no suposto 'racha' serão interrogados pela polícia%u200B. "O laudo poderá ser um importante instrumento para indiciar os motoristas por homicídio doloso e crime de trânsito (racha)", esclareceu a Divicom, em nota.  

 

A suspeita, até então, era de que três carros teriam se envolvido em um "racha", próximo à Ponte das Garças. Os motoristas de um Cruze prata e de uma Range Rover Evoque também são acusados de envolvimento no possível pega. Na época do crime, os três suspeitos negaram que estavam correndo, mas se dispos a fazer o teste do bafômetro. 

 

O sargento do Corpo de Bombeiros Noé Albuquerque Oliveira e a motorista do Range Rover Evoque Fabiana Oliveira são os outros suspeitos. Ela foi a única a ficar no local do acidente. Eraldo Pereira fugiu sem ao menos prestar socorro. Já o sargento confessou que teria ingerido uma lata de cerveja momentos antes.

 

Em comentário publicado no Facebook, Fabrícia Gouveia, viúva de Ricardo, comentou a constatação de que o carro que atingiu o veículo do marido seguia em alta velocidade. "O que me alivia é a verdade aparecendo. Nossa família não é financeiramente abastada, a única pessoa com influência com quem contamos é Deus. Como eu disse em uma das minhas primeiras postagens, o Ri e a Cleuza não são quaisquer uns. Nunca serão. Ninguém é. É a única coisa que posso fazer por eles", escreveu.

 

Memória 

Na noite do dia 30 de abril, por volta das 19h30, uma colisão entre dois veículos na Avenida L4 Sul acabou ocasionando a morte de duas pessoas. O Jetta do sargendo de Eraldo Pereira se chocou contra a traseira do Fiesta da família Cayres, que voltava de um evento dominical. Com a batida, o Fiesta perdeu o controle, saiu da pista e capotou diversas vezes, matando Cleuza Maria Cayres, 69, e Ricardo Clemente Cayres, 46, mãe e filho. 

 

Na época do acidente, o sargento Noé Albuquerque Oliveira negou que estivesse fazendo racha e confirmou que os três voltavam de uma festa comemorada durante todo o dia em uma lancha no Lago Paranoá. 

 

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
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Daniela
Daniela - 15 de Junho às 02:33
Senhor Eraldo José, que vergonha. Será este o legado que estará deixando para seus filhos? Desrespeito, ilegalidade e a deprimente covardia de causar um acidente e fugir do local como se tivesse atropelado cachorros, sendo que até com os caninos e demais animais deve-se haver o respeito e a consideração. A humanidade realmente falhou.
 
Gutemberg
Gutemberg - 14 de Junho às 18:31
Esse babaca deste bombeiro inves de "salvar vidas" faz tirá-las. Tem que apodrecer na cadeia e perder seus direitos de militar. Se é, que considera um salva vidas. Vamos vê qual a desculpas do nosso judiciário em deixar este canalha solto.
 
Wilson
Wilson - 14 de Junho às 16:12
Absurdo. se querem correr assim porque não utilizam o autódromo?