Corpo de jovem encontrada no Lago Paranoá será sepultado na Bahia

Enterro de Jéssica Tavares dos Santos, 22 anos, acontecerá no fim da tarde deste domingo (18/6). Ontem, familiares e amigos se despediram em uma cerimônia na casa da jovem, em Ceilândia

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postado em 18/06/2017 14:20 / atualizado em 18/06/2017 14:52

Arquivo pessoal

A jovem encontrada morta no Lago Paranoá na manhã desse sábado será enterrada em Cotegipe (BA), cidade localizada a 830km de Salvador, na Bahia. Neste domingo (18/6), pouco menos de 12 horas após localizarem o corpo de Jéssica Tavares dos Santos, 22 anos, familiares e amigos ainda abalados se despediram da garota, em uma cerimônia na casa dela, em Ceilândia. O corpo seguiu, ainda na madrugada, para a cidade baiana, onde grande parte da família da vítima reside. 



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Por meio da Divisão de Comunicação, a Polícia Civil detalhou que ainda não há novidades sobre o caso. Inicialmente, a morte de Jéssica seria investigada pela 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul), porém, o assunto deve ser transferido para a 10ª DP (Lago Sul). O motivo é que a unidade policial do Lago já estava investigando o desaparecimento da jovem. Isso porque, quando familiares notaram o sumiço do garota, registraram a ocorrência no local. As investigações devem ser conduzidas ao longo da semana.

Desaparecimento

O corpo de Jéssica foi encontrado por volta das 6h de sábado (17/6), em frente aos restaurantes e bares do Centro de Lazer Beira Lago, próximo à Ponte JK. Ela estava sumida desde a noite de quinta-feira (15/6). Segundo testemunhas, a jovem tinha ido a um encontro de jovens na igreja Sara Nossa Terra, do qual é uma das líderes, e convidado uma colega para ir até a orla do Lago, espairecer. Como a amiga não quis acompanhá-la, Jéssica teria ido sozinha. O Corpo de Bombeiros começou as buscas já na sexta-feira. A vitima foi encontrada a uma profundidade de 12m, nas primeiras horas da manhã de sábado.
 
Hélio Montferre/ Esp.CB/ D.A Press

Na internet, colegas e parentes da vitima começaram a compartilhar informações sobre o sumiço de Jéssica já na manhã de sexta. Alguns deles chegaram a ir até a orla em busca de informações. Durante as buscas, conseguiram as câmeras de segurança de um dos comércios da região e puderam constatar, nas imagens, que a garota chegou sozinha ao local. O carro dela estava estacionado em frente a um restaurante. A partir daí, os bombeiros foram acionados para procurá-la pelo espelho d’água.

Vítima

Jéssica cursou alguns semestres de música na Universidade de Brasília (UnB), mas trancou os estudos temporariamente. Ela era apaixonada por saxofone, segundo os familiares, e estava envolvida com projetos relacionados ao grupo de jovens da Igreja Sara Nossa Terra, no Sudoeste. A prima relata que Jéssica, que morava em Ceilândia Norte, tinha um bom relacionamento com a família. "Ela estava muito feliz pelo fato de a irmã ter virado mãe. O sobrinho de Jéssica nasceu não tem nem três meses. Estamos muito abalados com tudo isso", disse Silvia dos Santos, prima da vítima.

Ao Correio, o líder da Igreja Sara Nossa Terra, bispo Robson Rodovalho, lamentou a morte da jovem. "É um sentimento muito triste para todos da igreja. Mesmo com o pouco tempo de convivência conosco, Jéssica era tida como uma menina muito querida e amada por todos. Até agora, estamos sem entender o que aconteceu", resumiu.
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