TJDFT pede providências relativas a detentos com doença de pele

A juíza titular demandou à Subsecretaria do Sistema Penitenciário do Distrito Federal (Sesipe), relatório sobre a situação presidiários, requerendo celeridade nas informações

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postado em 14/07/2017 11:24 / atualizado em 14/07/2017 11:25

Breno Fortes/CB/D.A Press

 
Após denúncias anônimas de um possível surto de doenças de pele - que informava a falta de atendimento médico e de fornecimento de medicação adequada - O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) divulgou um relatório com as providências a serem tomadas. A Juíza titular, Leila Cury, solicitou à Subsecretaria do Sistema Penitenciário do Distrito Federal (Sesipe) e aos Chefes dos Núcleos de Saúde dos mencionados presídios, relatório sobre a situação e requerendo celeridade nas informações.

 
A juíza também demandou à Secretaria de Saúde que a medicação fosse fornecida aos detentos ou, em caso de falta, que o órgão fosse comunicado, a fim de que pudesse adotar medidas voltadas para o pronto atendimento dos doentes. Logo após a decisão, a Juíza foi pessoalmente ao local fazer inspeção e constatou que os atendimentos emergenciais já haviam sido prestados. 
 
A Sesipe informou à magistrada que, conforme teor do relatório, “o fato de um grupo de internos estar com a doença de pele não significava que o CDP estaria com um quadro de epidemia e que a situação estava controlada". Informou ainda que a situação foi verificada nos blocos 1, 2 e 6, sendo disponibilizado um serviço de assistência à saúde aos internos que reclamavam que estavam com a doença de pele - "coceira". Na triagem, foi possível identificar um grupo de 172 internos que apresentavam alguma parte do corpo com irritações. Os que apresentavam lesões mais graves foram atendidos imediatamente, segundo as informações repassadas, e os demais foram atendidos e tratados dentro da programação já prevista aos blocos.
 

Infecção


Ao todo, 692 internos do sistema prisional do Distrito Federal foram infectados por uma bactéria e por um parasita que causam escabiose e impetigo. A Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) informou que a infecção já foi controlada por meio de medicação assim que as doenças foram identificadas, por volta de 20 de junho. No total, 172 internos no Centro de Detenção Provisória (CDP) apresentaram o problema e, na Penitenciária do Distrito Federal I (PDF), foram 520. Na primeira unidade de detenção, são cerca de 3,6 mil presos. Já no CDP, 3,8 mil ocupam o espaço. 
 
A Gerência de Saúde Prisional admitiu ser possível que alguns familiares tenham sido contaminados, já que as doenças são contagiosas. “A pasta esclarece que não há motivos suspender as visitas aos detentos e que o fato de um grupo de internos estar com doença de pele não significa que os estabelecimentos prisionais estão passando por um quadro de epidemia.”
 
A Secretaria de Segurança informou ainda que, ao ser questionada pelo Ministério Público (MPDFT), a Subsecretaria do Sistema Penitenciário (Sesipe) já havia dentificado o problema e iniciado o tratamento. Desde então, mutirões de triagem estão sendo feitos com os internos para detectar se há outros casos. Os detentos passam por acompanhamento com médicos e enfermeiros que trabalham nas unidades prisionais.
 
Com informações do TJDFT 

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