Governo cancela permissões de 117 boxes do Shopping Popular

De um total de 1.595 bancas, 442 bancas apresentam alguma irregularidade e 117 boxes foram retomados porque os proprietários não abriam os comércios

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 02/08/2017 11:46 / atualizado em 02/08/2017 15:39

Eurípedes Souto/Ascom Secretaria das Cidades

 
Os donos de 117 boxes do Shopping Popular tiveram suas autorizações canceladas na manhã desta quarta-feira (2) e os espaços foram retomados pelo governo. Isso aconteceu porque os comerciantes mantinham os espaços fechados e não respeitaram as regras estabelecidas pela Lei das Feiras. Segundo essa lei, os beneficiários não podem manter os boxes fechados por sete dias consecutivos ou quinze dias alternados. A punição para quem infringe a norma é a perda da permissção.
 

O Shopping Popular de Brasília têm 1.595 bancas e funciona próximo da antiga Rodoferroviária de Brasília. Desse total, 442 bancas estavam em desacordo com a lei e precisam ser regularizadas segundo a Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis). A ação contou com a participação de integrantes da Secretaria das Cidades.  Houve um princípio de confusão, rapidamente contido. A Polícia Militar ajudou no mapeamento dos blocos.
 
A ação da Agefis contou com o apoio de boa parte dos lojistas, que trabalham continuamente e dependem do movimento local para fins comerciais. O comerciante Antônio José Lemos, 63 anos, trabalha há 10 anos no local e possui uma loja de ferramentas. Ele conta que os colegas que mantêm as portas fechadas atrapalham o fluxo. "Acho certo esse tipo de operação. Quem não quer trabalhar tem que dar oportunidade para os que querem". Já a comerciante Júlia Rodrigues de Paula, 53 anos, reclamou. "Eu abro todos os dias e pago as taxas mensalmente. Hoje fui ao médico e por isso a loja estava fechada. Também não recebi nenhuma notificação", afirma.

Segundo o Subsecretário de Mobiliário Urbano, Marlon Costa, as 117 bancas serão lacradas e colocadas em processo de licitação para novos permissionários. A ideia também é de privatizar o Shopping popular até o final do ano. Os materias recolhidos ficam no depósito da Agefis e os proprietário devem apresentar nota fiscal para retirada dos produtos.
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.