CPP registra primeiro caso de infecção de pele entre detentos

Doenças de pele já afetam 2,6 mil presos do Sistema Penitenciário

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postado em 03/08/2017 15:59 / atualizado em 03/08/2017 18:17

Carlos Moura/CB/D.A Press

 
Médicos confirmaram, nesta quinta-feira (3/8), o primeiro caso de infecção de pele em um detento do Centro de Progressão Penitenciária (CPP). O preso está isolado em uma cela e ainda não há confirmação de outros casos na unidade prisional. 
 

O interno apresentou sintomas no começo da semana e, na quarta-feira (2), passou por avaliação médica. O diagnóstico é de impetigo bilioso, infecção popularmente conhecida como impingem. O caso ocorreu na Ala F do Bloco 2 do CPP. 

Este ano, foram diagnosticados diversos casos de infecção de pele, como sarna, pano branco, micoses e furúnculos, que afetam, no momento, 17%, da população carcerária — 2,6 mil presos receberam estão em tratamento. 

Na terça-feira (1/8), um agente de custódia, também lotado no CPP, foi diagnosticado com infecção de pele. Ele contraiu a doença em julho, foi afastado de suas atividades e recebeu tratamento com antibióticos.  A Associação dos Agentes Policiais de Custódia da Polícia Civil do DF atribui  o contágio ao contato do profissional com um preso. 

As secretarias de Segurança e de Saúde não comentaram o caso até a publicação desta reportagem. Às 13h58, o Correio cobrou explicações do Executivo local. Em nota, o governo resumiu que vai "apurar a demanda".
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