Estupros crescem 28,2% em comparação aos sete primeiros meses de 2016

Cidade com maior número de registros, Ceilândia ganhará projeto piloto de combate à violência sexual

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postado em 04/08/2017 12:19

A violência sexual continua ameaçando, de forma crescente, as mulheres do Distrito Federal. Dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública e da Paz Social (SSP) mostram que, de janeiro a julho de 2017, foram registrados 486 casos de estupro, um aumento de 28,2% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram 379 casos. No último mês, porém, houve queda em relação a julho de 2016: 44 novos registros contra 58.
 
 
Como Ceilândia é a região administrativa que concentra o maior número de casos, a cidade foi escolhida para testar uma nova metodologia de combate a esse tipo de crime. O projeto, ainda piloto, conta com um grupo de trabalho intersetorial envolvendo SSP, SEDESTMIDH e as Secretarias da Criança, de Saúde e de Educação, que buscará fortalecer o serviço de atendimento e capacitar os profissionais. Para marcar o lançamento da campanha, em 17 de agosto, uma ação reunirá grupos culturais, sociais e juvenis para elaborar um plano específico para a região.

Segundo Miriam Pondaag, coordenadora de Políticas para Mulheres da Secretaria de Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos (SEDESTMIDH), esse tipo de crime ocorre, majoritariamente, dentro de casa. 

Em 70% das vezes, vítima e autor se conhecem, e a violência se dá em um ambiente fechado, geralmente na residência da mulher ou da criança. Sim, criança: 65% dos registros são de estupros de vulneráveis (menores de 14 anos e incapazes de consentir o ato sexual).

“Na maioria dos casos, os estupros ocorrem dentro de casa, ambiente em que vítima e autor se conhecem. É um crime muito difícil de ter prevenção por parte da polícia”, afirma o secretário da Segurança Pública e da Paz Social, Edval Novaes.

Outros crimes


O balanço divulgado pela SSP nesta semana mostra melhoras e pioras no combate a outros tipos de crimes. Caíram os casos de roubo em transportes coletivos (26,1%), a pedestres (15,9%), de veículos (20,5%), em residências (18,8%), em comércio (9,4%) e furtos em veículos (3,5%). 

O secretário adjunto de Mobilidade, Dênis Moura, afirma que o resultado positivo foi devido a ações integradas entre as agências do governo. “São resultados muito expressivos, que falam por si só. Esses dados específicos impactam a vida das pessoas no dia a dia”, avalia. 

Em compensação os casos de homicídio e de tentativa de homicídio cresceram, respectivamente, 6,7% e 35% em julho deste ano, comparados ao mesmo mês do ano passado.

* Estagiária sob supervisão de Humberto Rezende
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