Quatro pessoas são presas por matar rivais com fuzis e submetralhadoras

Segundo a Polícia Civil, trata-se de uma guerra entre dois grupos que disputam o comando do tráfico de drogas nas regiões de Santa Maria, Gama e Entorno Sul

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postado em 08/08/2017 13:40 / atualizado em 08/08/2017 23:47

Arthur Menescal/Esp.CB/D.A Press

Quatro pessoas que fazem parte de uma organização criminosa foram presas, nesta terça-feira (8/8), na Operação Faida da Polícia Civil. O grupo, fortamente armado, praticava homicídios no Distrito Federal. Investigação da Polícia Civil constatou que eles são responsáveis por, pelo menos, cinco mortes e três tentativas de homicídio. Segundo a corporação, trata-se de uma guerra entre dois grupos que disputam o comando do tráfico de drogas nas regiões de Santa Maria, Gama e Entorno Sul. Três dos suspeitos ainda estão foragidos.
 
 
De acordo com a Polícia Civil, o líder era Hélio Alves dos Santos Oliveira, 39 anos. Ele mantinha os armamentos, os emprestava e vendia munição a outros criminosos. Além de Hélio, policiais prenderam
Haynner Augusto da Silva, Patrick Gabriel Pereira da Silva e Ronald Rodrigues de Oliveira. Os quatro foram indiciados por associação criminosa armada, corrupção de menores, homicídio e tentativa de assassinato. 
 
Ainda segundo a corporação, estão foragidos Vitor Wagner Rodrigues Lira, 19 anos, Alcemir Oliveira do Nascimento, 40 anos e Maicon Nascimento de Araújo, 29 anos. "Eles são pessoas de extrema periculosidade e, em liberdade, podem causar um grande mal à sociedade. Enquanto tiver gente na rua, essa guerra vai continuar. São pessoas que não pensam duas vezes antes de disparar várias vezes", alerta a delegada Viviane Bonato, diretora da Divisão de Homicídios II. 
 
O nome Faida, que dá nome à operação, significa vingança de sangue. De acordo com a Polícia Civil, os criminosos usavam armamento pesado para cometer os crimes, como fuzis, submetralhadoras e pistolas 9 milímetros com alongadores.
 
Segundo a delegada, a casa de Hélio Oliveira, líder do grupo, era "fora do padrão do que ele declara". Ela afirma que o imóvel onde o suspeito mora e os dois carros na garagem são incompatíveis com a profissão de pedreiro que ele dizia ter. 

 
30 tiros 

 
A investigação revelou que o grupo criminoso é responsável pela morte de um um homem assassinado com 30 tiros no estacionamento do fórum de Santa Maria em abril de 2016. A vítima, Rafael Otaviano, era réu de uma audiência e chegou ao local por volta das 8h de 28 de abril.
 
Ao estacionar o carro dele, um Honda Civic, Rafael acabou surpreendido por três homens que estavam dentro de outro veículo. O grupo acertou o carro de Rafael até o momento em que a PM chegou ao local. Houve troca de tiros entre os bandidos e militares, mas o trio conseguiu fugir.
 
Quatro meses depois, em setembro de 2016, o tio de Rafael, Galba Rogério Otaviano da Silva, também foi morto pela gangue. A suspeita é de que Galba fazia parte do mesmo grupo de tráfico do qual participava o sobrinho.
 

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Sérgio
Sérgio - 09 de Agosto às 07:01
E cadê os tais fuzis e metralhadoras?