Casos de baixa gravidade serão recusados em emergências de hospitais do DF

Assistência deverá ser prestada na unidade básica de saúde mais próxima da casa do paciente. Medida gerou revolta na população

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postado em 10/08/2017 11:10 / atualizado em 10/08/2017 15:04

Marcelo Ferreira/CB/D.A Press


Pacientes considerados de baixa gravidade terão atendimento recusado nas emergências dos hospitais da capital federal. A medida é uma determinação da Secretaria de Saúde sob o argumento de organizar o fluxo de atendimento e passará a valer em 90 dias. Nesses casos, a assistência deverá ser prestada na unidade básica de saúde mais próxima da casa do paciente, explica o coordenador de Atenção Especializada em Saúde, Fernando Uzuelli. “O procedimento será pautado pela classificação de risco, que é um protocolo internacional. Tendo alguma demanda, a população deve procurar, primeiro, a unidade básica de saúde”, esclarece.
 

Fernando não explica como o regime vai funcionar em áreas em que a atenção básica tem baixa abrangência. Atualmente, o serviço cobre 65% da população do DF, em 175 unidades. “Se a gente não qualificar o acesso, nunca vamos conseguir organizar o sistema”, resume, e emenda: “Hoje, temos pessoas com questões simples e complexas concorrendo no mesmo nível. Isso é injusto”. Apesar de não destacar como será feita em regiões de baixo acesso, Fernando garante que não vai haver piora de serviço. “Estamos fazendo uma mudança de conceito importante”, pondera.

Críticas


Marcelo Ferreira/CB/D.A Press
 
 
A mudança no atendimento desagradou à população. O servidor público Juarez Evangelista, 60 anos, teme não encontrar atendimento em nenhuma das opções. “O correto é ter a Saúde recebendo quem precisa, não importa onde o cidadão busque. Esse novo padrão vai virar um jogo de empurra”, destaca o morador de Ceilândia. A aposentada Maria de Lourdes Oliveira, 59, defende a mesma tese. “Isso vai obrigar as pessoas a peregrinarem por aí, sem solução dos problemas”, ressalta. Na última segunda-feira, ela e a neta, a estudante de pedagogia Samantha Oliveira, 20, buscaram atendimento no Hospital Regional de Ceilândia. Voltou para casa sem ter o pé torcido examinado por um médico.
 
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Flávia
Flávia - 10 de Agosto às 13:54
A saúde já está um caos, agora então.......nunca vi ninguém procurando hospital para brincar