Passam de 20 horas resgate do corpo de operário que caiu em cisterna

Bombeiros afirmam que a retirada do corpo será demorada devido ao grande risco que envolve o resgate, mas que o trabalho não será interrompido

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postado em 14/08/2017 18:25 / atualizado em 14/08/2017 18:39

CBMDF/Divulgação

O Corpo de Bombeiros tenta retirar de uma cisterna o corpo de Raimundo Nonato dos Santos, 63 anos. Os bombeiros afirmam que a retirada será demorada devido ao grande risco que envolve o resgate. Ele caiu no buraco no bairro Morro da Cruz, área rural de São Sebastião, na chácara 68, neste sábado (12/8). O acidente aconteceu no fim da tarde, por volta das 17h30, e a vítima morreu no local. 
 
 
Ele trabalhava na colocação de manilhas na cisterna. Ao cair, ficou soterrado por 2 metros de terra que caíram das laterais. A cisterna tem 20m de profundidade e, até o momento, foram escavados aproximadamente 12m. Segundo os bombeiros, a cisterna está minando muita água e é localizada em um ponto com risco de desabamento iminente.
 
CBMDF/Divulgação
 
No sábado, a corporação foi ao local para fazer o salvamento da vítima e, após verificar que não era mais possível resgatá-lo com vida, as equipes de salvamento retornaram no domingo e reiniciaram a operação de retirada.

O Corpo de Bombeiros está com equipes de socorro e acertou com os responsáveis pela retroescavadeira que o trabalho não será mais interrompido até a retirada do corpo de Raimundo, salvo por motivos de força maior. Já passam de 20 horas o trabalho de escavamento e não há previsão para o término da operação. No momento, quatro carros e 14 militares atendem a ocorrência.
 
O irmão da vítima também está no local acompanhando a operação. Ele contou que Raimundo tinha 10 irmãos, era natural do Piauí. Tinha um filho de 15 anos que mora no Espírito Santo, mas o homem morava sozinho. Segundo ele, foi uma fatalidade, pois o irmão era experiente no que fazia. "Ele trabalhava nesse ramo há oito anos e sabia como funciona todo o trabalho. Era uma pessoa muito boa e que não rejeitava serviço. Estamos desolados. A expectativa da nossa família é de que isso acabe o mais rápido possível”, afirmou João de Sousa Santos, 64.


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