Delegado nega erro de agentes na fuga de detidos no Recanto das Emas

Segundo o delegado Pablo Aguiar, após capturarem suspeitos de roubo na segunda-feira (14), policiais civis foram atacados por cerca de 20 pessoas e não reagiram para preservar a segurança da população

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postado em 15/08/2017 13:01 / atualizado em 15/08/2017 14:37

Luis Nova/CB/D.A Press
 
O delegado Pablo Aguiar, responsável pela 27ª Delegacia de Polícia, no Recanto das Emas, negou, nesta terça-feira (15/8), que tenha havido falha dos agentes no episódio que resultou na fuga de um homem e um adolescente de 12 anos que tinham acabado de ser capturados na região, na noite anterior. Em entrevista coletiva à imprensa, Aguiar argumentou que os três policiais civis foram atacados por um grupo que pretendia soltar os suspeitos e que não reagiram para preservar a segurança das pessoas que estavam ao redor.

"Os agentes colocaram os dois envolvidos algemados dentro da viatura, mas acabaram surpreendidos pela ação. Um dos policiais acabou com escoriações leves no corpo. Se a equipe reagisse, atirando talvez, poderia acontecer algo pior, por exemplo, atingir alguém que não tinha nada com a ação", justificou o delegado. Segundo Aguiar, pelo menos 20 pessoas participaram do ataque, ocorrido em uma área chamada de Favelinha, conhecida pelo intenso tráfico de drogas.

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Toda a história começou quando os agentes da 27ª DP foram informados sobre a circulação de um veículo roubado na região da Favelinha. Era por volta das 21h, quando a equipe de três agentes seguiu para a localidade e encontrou o grupo na Quadra 406 e passou a persegui-lo. Quando os suspeitos acabaram batendo em uma mureta, foi feita a prisão de dois deles, pois um conseguiu escapar. A polícia, porém, acredita que, enquanto eram perseguidos, os suspeitos avisaram comparsas, que estavam a postos para ajudá-los, e os policiais acabaram surpreendidos com pedradas e pauladas. 

"Não foram moradores que atacaram os policiais, e sim pessoas ligadas ao crime que buscaram dar cobertura para o grupo. Cremos que enquanto eles eram perseguidos, um dos ocupantes do veículo roubado fez contato por telefone com criminosos da região", detalhou Aguiar.

Megaoperação


Depois da ação do grupo e a fuga dos envolvidos, agentes e escrivões de várias delegacias, além de uma equipe da cavalaria da Polícia Militar, fizeram um cerco à Favelinha. Cerca de 150 policiais participaram da ação. A equipe do Correio acompanhou a caçada aos suspeitos (veja fotos).
 
 
 
Com a ajuda do helicóptero da Polícia Civil, o adolescente que estava no carro roubado foi localizado sobre o telhado de uma das casas. Os agentes precisaram usar uma escada para tirá-lo de dentro da calha, onde estava escondido. Durante a apreensão, moradores tentaram, novamente, evitar a ação policial. Para conter a multidão, a polícia usou spray de pimenta. O menor foi levado para a Delegacia da Criança e do Adolescente II (DCA 2), em Taguatinga. 
 
Momentos depois, mais dois homens foram detidos na quadra ao lado. Ezio de Castro Bruno, 21 anos, fazia parte do grupo que circulava no carro roubado. Na delegacia, as vítimas do roubo não o reconheceram e, por isso, foi atuado por receptação. O outro detido foi Carlos Ribeiro Ferreira, 37 anos, que não tem relação com o crime, mas tinha um mandado de prisão em aberto por roubos praticados.

O terceiro envolvido continua foragido. A Polícia Civil trabalha na localização do criminoso e na identificação das pessoas que cercou os policiais a fim de garantir a fuga do trio. "Vamos também auxiliar a delegacia de Ceilândia, onde ocorreu o roubo do carro", afirmou Pablo Aguiar.


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marcelo
marcelo - 15 de Agosto às 16:24
Coisa de bandido, se os policias tivessem atirado seriam chamados de despreparados, que a policia faça morada nesse lugar e recolha a turma toda e os coloque bem guardados na papuda
 
Rubervan
Rubervan - 15 de Agosto às 15:40
Me desculpe o Sr. Delegado, mas quem ataca policiais para libertar bandido, é bandido também, e bandido tem que se tratado com chumbo, com certeza naquela corja não havia ninguém de bem, me desculpe mais os policiais foram fraquinhos, tem que fazer igual os "cana" de 30/40 anos atrás, atira e depois pergunta.