Policiais decidem se entram em greve para cobrar reajuste salarial

Em assembleia, marcada para as 14h desta terça-feira (22/8), em frente ao Palácio do Buriti, os servidores podem decidir por cruzar os braços, paralisar algumas atividades ou manter os serviços funcionando. Eles pleiteiam a manutenção da paridade salarial com a Polícia Federal

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 21/08/2017 15:04 / atualizado em 21/08/2017 18:38

Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol)/Divulgação

Policiais civis decidem nesta terça-feira (22/8) se entrarão em greve como forma de pressionar o governo a conceder o reajuste salarial pleiteado pela categoria desde o ano passado. Em assembleia, marcada para as 14h em frente ao Palácio do Buriti, os servidores podem decidir por cruzar os braços, paralisar algumas atividades ou manter os serviços funcionando. Eles pleiteiam a manutenção da paridade salarial com a Polícia Federal que conseguiu reajuste de 37% parcelado em três anos.

Na semana passada policiais civis se reuniram com o chefe da Casa Civil, secretário Sérgio Sampaio, além de outros representantes do primeiro escalão do Governo do Distrito Federal (GDF). Na ocasião o Executivo local reforçou a dificuldade de atender a reivindicação até o próximo ano: fim do mandato do governador Rodrigo Rollemberg (PSB). No entanto, o órgão destacou que, caso fosse surgisse uma nova fonte de receita contínua, as negociações poderiam ser retomadas. 

O presidente do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol), no entanto, refuta a dificuldade em caixa que o GDF alega. Segundo Rodrigo Franco, o Gaúcho, enquanto todas as categorias do DF e do governo federal tiveram os salários reajustados, a Polícia Civil ficou sem receber a recomposição. “O governador voltou a dizer que não vai cumprir a manutenção da pariedade, porque não tem condições de oferecer nenhuma proposta até o ano que vem, mas não nos conformamos, porque existe dinheiro do Fundo Constitucional que deve ser usado, prioritariamente, para a segurança Pública”, alegou.

Gaúcho ressaltou que o orçamento do Fundo Constitucional deste ano ficou na ordem de R$ 13 bilhões e destacou que ano que vem haverá acréscimo de 3,8%. “Esse aumento comportaria o reajuste da Polícia Civil. Nós tivemos perdas inflacionárias de cerca de 50% nos últimos anos”, reclamou.
 
Em nota, a Casa Civil reforçou que, “diante da situação econômica local e federal, não será possível propor reajuste à categoria até próximo ano.” O órgão ainda destacou que “reconhece a importância da corporação para a manutenção da segurança pública no DF e todo o trabalho desenvolvido pela categoria em prol da população brasiliense e, por isso, conta com a compreensão dos servidores diante do momento econômico delicado pelo qual o DF e todo o país passam atualmente.” 
 

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.