Polícia Civil decide hoje se cruza os braços a partir de amanhã

Executivo local reforça que, neste ano, não tem dinheiro para pagar o reajuste salarial pleiteado pelos agentes

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postado em 22/08/2017 07:35 / atualizado em 22/08/2017 07:41

Sinpol/PCDF
 
Policiais civis podem entrar em greve ou interromper serviços essenciais para a população a partir de amanhã. Em uma assembleia com indicativo de greve, marcada para as 14h de hoje, a categoria deve decidir o que fazer para pressionar o governo a conceder o reajuste salarial pleiteado desde o ano passado. Eles reivindicam a manutenção da paridade salarial com a Polícia Federal, que conseguiu reajuste de 37% parcelado em três anos.

Na semana passada, policiais civis se reuniram com o chefe da Casa Civil, secretário Sérgio Sampaio; a secretária de Planejamento, Orçamento e Gestão, Leany Lemos; o secretário interino de Fazenda, Wilson de Paula, além dos deputados distritais e agentes da Polícia Civil Wellington Luiz (PMDB) e Claudio Abrantes (sem partido) e o deputado federal Roney Nemer (PP-DF). O deputado distrital Wasny de Roure mandou representante.

Durante o encontro, o Executivo local confirmou a dificuldade de atender a reivindicação até o próximo ano, último ano do mandato do governador Rodrigo Rollemberg (PSB). No entanto, a Casa Civil destacou que, caso surgisse uma nova fonte de receita contínua, as negociações poderiam ser retomadas. Em nota, o órgão reforçou que, “diante da situação econômica local e federal, não será possível propor reajuste à categoria até o próximo ano.” Acrescentou que “reconhece a importância da corporação para a manutenção da segurança pública no DF e todo o trabalho desenvolvido pela categoria em prol da população brasiliense e, por isso, conta com a compreensão dos servidores diante do momento econômico delicado pelo qual o DF e todo o país passam atualmente.”

Inflação

O presidente do Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sinpol), Rodrigo Franco, refuta a dificuldade em caixa. Segundo ele, enquanto todas as categorias do DF e do governo federal tiveram os salários reajustados, a Polícia Civil ficou sem receber a recomposição. “O governador voltou a dizer que não vai cumprir a manutenção da paridade, porque não tem condições de oferecer nenhuma proposta até o ano que vem, mas não nos conformamos, porque existe dinheiro do Fundo Constitucional que deve ser usado, prioritariamente, para a segurança pública”, argumentou.

O presidente do Sinpol ressaltou que o orçamento do Fundo Constitucional deste ano ficou na ordem de R$ 13 bilhões e destacou que, no próximo ano, haverá acréscimo de 3,8%. “Esse aumento comportaria o reajuste da Polícia Civil. Nós tivemos perdas inflacionárias de cerca de 50% nos últimos anos”, reclamou.
 

Para saber mais

Sob pressão

São sucessivas as paralisações e greves dos policiais civis para pressionar o GDF. No ano passado, a categoria deflagrou a Operação PCDF Legal e interrompeu investigações, funcionamento de delegacias fora do horário comercial e fechamento de unidades. Além disso, delegados e agentes com posições de destaque entregaram os cargos. A categoria pleiteia a manutenção da paridade com a Polícia Federal e quer os mesmos 37% de reajuste em três anos. 
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Saulo
Saulo - 22 de Agosto às 16:48
Coloca um gravador na baia das delegacia para registrar BO que vai fazer 90% do trabalho da polícia civil. Nunca vi esse povo trabalhar. Eles só tiram a bunda da cadeira para "manter suas prerrogativas".
 
Heitor
Heitor - 22 de Agosto às 14:17
Não sou PC mas o efetivo desta Corporação é o mesmo de 1993, segundo um Agente me informou! De lá pra cá o DF inchou demais e sendo assim, a violência só aumenta e o serviço da PCDF fica defasado.