Policiais civis adiam greve, mas não descartam a medida nos próximos dias

A categoria não descarta a possibilidade de uma greve se as negociações com o GDF não avançarem

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postado em 22/08/2017 16:40 / atualizado em 23/08/2017 09:31

Barbara Cabral/ Esp.CB/ D.A Press

Em assembleia realizada nesta terça-feira (22/8), a Polícia Civil do Distrito Federal decidiu pelo estado permanente de Assembleia Geral, em vez de iniciar uma imediata greve geral. Com ampla maioria dos votos, os delegados e peritos decidiram não paralisar suas atividades. Uma nova reunião pode ser marcada a qualquer momento para decretar o rumo do movimento dos agentes. Os servidores da corporação reivindicam a manutenção da paridade salarial com a Polícia Federal, que conseguiu reajuste de 37% parcelado em três anos.


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A assembleia foi realizada em frente ao Palácio do Buriti. Segundo a organização, cerca de 800 agentes participaram do protesto. A greve viria como forma de pressionar o governo a conceder o reajuste salarial pleiteado pela categoria desde o ano passado, porém os agentes optaram por esperar uma nova reunião que está agendada para quinta-feira (24/8) entre distritais e o Executivo. Com isso, ficou também agendada uma vigília em frente ao Palácio do Buriti a próxima quinta-feira (24/8).

O Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sinpol) alega que o reajuste é importante, uma vez que os policiais estão há oito anos sem receber reajustes salariais. “O nosso foco é pela manutenção da paridade salarial. Decidimos em assembleia que esse ainda não o momento de parar os serviços, mas se não enxergamos avanços não é descartada a greve”, ressalta o presidente da entidade, Rodrigo Franco.

Tentativas


Na semana passada, policiais civis se reuniram com o chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio; a secretária de Planejamento, Orçamento e Gestão, Leany Lemos; o secretário interino de Fazenda, Wilson de Paula, além dos deputados distritais e agentes da Polícia Civil Wellington Luiz (PMDB) e Claudio Abrantes (sem partido) e o deputado federal Roney Nemer (PP-DF). O deputado distrital Wasny de Roure mandou representante.

Durante o encontro, o Executivo local confirmou a dificuldade de atender a reivindicação até o próximo ano, último ano do mandato do governador Rodrigo Rollemberg (PSB). No entanto, a Casa Civil destacou que, caso surgisse uma nova fonte de receita contínua, as negociações poderiam ser retomadas. Em nota, o órgão reforçou que, “diante da situação econômica local e federal, não será possível propor reajuste à categoria até o próximo ano.” Acrescentou que “reconhece a importância da corporação para a manutenção da segurança pública no DF e todo o trabalho desenvolvido pela categoria em prol da população brasiliense e, por isso, conta com a compreensão dos servidores diante do momento econômico delicado pelo qual o DF e todo o país passam atualmente.”
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