Prata da Casa: Cláudio Roberto celebra a tradição do samba em Ceilândia

O samba é o 'tempero' principal das músicas que o maranhense Claudio Roberto canta na cidade, onde coletivos musicais se revelam um dos meios mais democráticos de valorizar a arte e unir a população

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postado em 25/08/2017 11:00 / atualizado em 25/08/2017 10:18

Minervino Junior/CB/D.A Press
 
Apaixonado por samba, ritmo que cantarolava desde pequeno e no qual se profissionalizou, o cantor maranhense Cláudio Roberto, 40 anos, diz que sonha com mais portas abertas para os artistas dedicados ao ritmo no Distrito Federal. Atuante em rodas musicais abertas ao público, conhecidos como coletivos, em Ceilândia, o artista ressalta que o samba é um dos meios mais democráticos de espalhar a arte e dar mais acesso à cultura. "A música é infinita. Está acima de todas as coisas ", disse. 
 
 

Cláudio Roberto conta que o amor pelo samba não veio à toa. "Veio do meu pai, que é apaixonado por samba." Ele também se inspira na mãe, uma intérprete de canções de Clara Nunes e em nomes conhecidos do gênero musical, como Nelson Cavaquinho, João Nogueira e Cartola. Nas apresentações que faz nos bares da cidade, o samba é o tempero principal, mas ele também gosta de misturar MPB, para celebrar o que há de melhor no país. "Canto por amor à arte, por amor à Brasília. E em toda música que eu faço eu tento botar meu amor à família, meus pais, meus amigos e minha banda, porque sem eles eu não sou nada", contou.
 
Minervino Junior/CB/D.A Press


Morando há 20 anos no DF, o sambista relembra que sua trajetória na capital é marcada por encontros especiais, que ele guarda com carinho na memória. Em 2001, começou no grupo Talismã, onde aprendeu e se profissionalizou no samba raiz. Com o projeto Samba da Diretoria, realizado em 2009 em um bar de Taguatinga, Claudio Roberto foi o abre alas de grandes sambistas como Mário Sérgio, do grupo Fundo de Quintal, Mumuzinho e Dhi Ribeiro. A partir daí, a entrega ao samba foi total. 

Gravando em estúdio o primeiro disco, que deve ficar pronto em novembro, ele apresenta com orgulho uma canção de três compositores brasilienses, chamada Planalto de Pura Beleza. A letra expressa o amor pela cidade que Claudio Roberto adotou desde que veio do Maranhão, em 1978.

Integração

Os coletivos musicais são a grande oportunidade de integrar pessoas de diferentes classes sociais e regiões do DF, e Ceilândia, para ele, é um "intenso celeiro cultural" . "As pessoas do Plano estão descendo para a periferia e curtindo um samba", brinca. Os coletivos de música recebem artistas profissionais e iniciantes e são abertos para todo mundo dançar, cantar e se divertir. Cláudio Roberto organiza o coletivo que é realizado no primeiro sábado de cada mês, o Samba da Liberdade, mas faz o convite para outro projeto especial na região, o Samba das Pretas (leia Para saber mais). 

A 5ª edição do Samba da Liberdade será realizada em 2 de setembro, a partir das 16h, na EQNM 19/21 de Ceilândia Sul, próximo à Administração Regional de Ceilândia. A entrada é gratuita.

Para saber mais

Idealizado e organizado por quatro fãs de samba, a segunda edição do coletivo Samba das Pretas, com o tema África na Ceilândia, ocorrerá em 15 de outubro e vai contar com os principais sambistas do DF e dois grupos de afoxé. O objetivo do evento é arrecadar kits de higiene pessoal, que serão doados a uma instituição de ex-dependentes químicas. Quem quiser participar basta ir ao ginásio poliesportivo da Guariroba, das 14 às 21h. Para entrar, basta levar um kit de higiene pessoal.

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