Com paralisação, vans e carros piratas cobram até R$ 10 por transporte

Nas baias vazias da Rodoviária do Plano Piloto, o que se vê é a movimentação de alguns motoristas que atuam com transporte pirata

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Marcelo Ferreira/CB/D.A Press


O transporte pirata ocupou o lugar dos ônibus nos pontos do Distrito Federal na manhã desta segunda-feira (28/8). A rodoviária do Plano Piloto ficou quase vazia por causa da greve relâmpago dos rodoviários e quem se aproveitou da situação foram os motoristas de transportes piratas. Muitos circulavam na região de Taguatinga, por volta das 7h30, e cobravam até R$ 10 no preço da passagem.

 

O estudante Érik Alexandre, de 20 anos, morador de Ceilândia, precisava estar no Pistão Sul às 8h. Na tentativa de chegar mais rápido ao seu destino, procurou saber o preço que os motoristas de transporte pirata estavam cobrando e ficou assustado. “Eles estão se aproveitando da situação, tentei ver o preço para chegar mais rápido, apesar de saber que é errado, mas está muito caro”, diz.

 

Nas paradas de ônibus do Recanto das Emas os passageiros que não desistiram e voltaram para casa tiveram que pegar um transporte pirata até a estação de Metrô mais próxima, em Furnas. O preço cobrado pelos motoristas também fugiu da tarifa padrão, no valor R$ 2,50, chegando a até R$ 5.

 

O vigia noturno Michel Darlos, 37, trabalha de 19h às 7h, na Asa Norte, e mora no Riacho Fundo II. Ele precisou pagar R$ 4 em um transporte pirata para chegar à Rodoviária do Plano Piloto. Há 1h no local e cansado da noite de trabalho, ele ainda não sabe como chegará em casa. "Já era para eu estar em casa e descansar. Vou esperar os ônibus voltarem, mas já estou pensando em não ir para casa e ficar direto por aqui para trabalhar hoje às 19h", disse.

 

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