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Estado de Minas

12ª Bienal do Design Gráfico destaca trabalhos de artistas brasilienses

Capas do Correio são destaque na mostra, que ocorre pela primeira vez na capital federal


postado em 29/08/2017 06:02 / atualizado em 28/08/2017 22:07

Camilla (E) e Mariana: em busca de referências para a formação profissional(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
Camilla (E) e Mariana: em busca de referências para a formação profissional (foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
 
A decisão de obter um objeto vai muito além de suprir a real necessidade de um produto. Na hora da compra, em tudo vale a pena investir: a aparência, a economia, e até o desenvolvimento sustentável desperta uma responsabilidade como consumidor consciente. É  isso que a 12ª edição da Bienal Brasileira do Design Gráfico mostra após 25 anos de discussão sobre o assunto. Pela primeira vez em Brasília, o evento traz soluções criativas e inovadoras para embalagens, capas de livros, e cria um mundo original de identidade visual para itens do dia a dia.

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Desde a primeira edição em 1992, a ideia é atrair profissionais da indústria criativa para discutir sobre as mudanças no design. Após 10 edições no estado de São Paulo, a bienal começou um processo itinerante pelo Brasil. O 11º encontro ocorreu no Rio de Janeiro, para comemorar os 450 anos da cidade, e, agora, no ano em que celebra 25 anos de existência, o evento se instala em Brasília. Para compor o acervo, das 1.391 inscrições, foram selecionados 50 trabalhos premiados. Além disso, 500 projetos estão expostos nos catálogos impresso e on-line. O júri foi formado por 97 pessoas de diversos países e variadas áreas de formação.

Para as estudantes de publicidade e propaganda Camilla Caetano, 21 anos, e Mariana Reis, 19, o evento é uma forma de inspiração no momento de construir as próprias ideias. A dica foi dada pelos próprios professores do curso, que incentivaram as duas a visitarem o lugar. “Nós estamos em semestre de pré-projeto de conclusão de curso, e muitos ainda não sabem o que fazer. Nós viemos aqui pegar algumas referências”, explicou Camilla. Já para Mariana, que deseja trabalhar com design no futuro, a parte mais importante foi saber como cada artista chegou ao trabalho, e conhecer a avaliação do júri. “Eu gostei das soluções criativas que eles tiveram, e das explicações. É muito legal ver a peça pronta, mas ver o conceito por trás é melhor”, explicou.
 
Na opinião do analista de sistemas Danilo Grangeiro, 37 anos, o que chamou a atenção foi a variedade dos modelos expostos. Ele contou que sempre confere a programação cultural do local, mas que, dessa vez, descobriu por acaso a bienal e decidiu saber mais sobre ela. “É muito interessante. Tem uma diversidade muito grande de trabalhos. Não apenas no design visual, mas também na escrita e na web. Vi produtos muito legais”, disse.

Mas a mostra não serve apenas para os adultos se inspirarem. Apesar de gostar do assunto e de arriscar fazer alguns produtos de arte gráfica, a atriz Juliana dos Santos, 35 anos, quer passar esse apreço artístico para os filhos. Ela levou os dois pequenos, Pedro, 7 anos, e Iara, 4, para também participarem e verem um pouco de criatividade no local.  “O meu filho gosta muito de artes plásticas, de desenho, e é bom isso porque eu já o motivo a continuar. É uma área profissional interessante para quem é jovem”, comentou.
 

Produtos

 
Ao todo, três projetos dos 50 premiados foram produzidos em Brasília. São trabalhos de experiências colaborativas, intervenções urbanas e de jornalismo social. Mas, entre todas as obras, é possível perceber a dinâmica e a necessidade das reinvenções do design ao longo do tempo. A pluralidade dos produtos é a peça-chave para quem visita a exposição. A história e o passo a passo mostram até a decisão pelo desenho das medalhas dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.

Além da mostra de design, a bienal também conta com cursos, palestras, workshops e outras três exposições: a Sétima Bienal de Tipografia Latino-Americana — que selecionou 76 projetos de 541 da Argentina, Brasil, Chile e México; Primeiras Impressões — sobre o nascimento da cultura impressa, desde a época das xilogravuras, e a influência dela para a criação da imagem no país; e Notícias em Cartaz —  que expõe 70 capas premiadas do Correio. O público ainda pode conferir oficinas, como a de quadrinhos sem texto, e lançamentos de livros.

 
Serviço

 
A visitação ocorre até dia 10 de setembro, de terça a domingo. O horário de funcionamento é das 9h às 21, na Caixa Cultural, no Setor Bancário Sul Qd.4 Lote ¾.

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