Apesar da estiagem, racionamento de água ainda não será estendido no DF

Volume dos reservatórios Santa Maria e Descoberto está acima da média prevista pela Adasa para o período

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postado em 29/08/2017 19:10 / atualizado em 29/08/2017 22:43

Helio Montferre/Esp. CB/D.A Press

 
Apesar da previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) de que as chuvas só voltarão a atingir o Distrito Federal no fim de setembro, o racionamento hídrico não será alterado, ao menos por enquanto. Isso porque, de acordo com a Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb), o volume dos reservatórios de Santa Maria e do Descoberto estão acima da média prevista pela Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico (Adasa) para o período.
 
 
"As restrições dos reservatórios estão sendo acompanhadas semanalmente e estão dentro da normalidade. Neste mês, a previsão era de que o Descoberto fechasse em 25% e devemos fechar com 29%. Já o Santa Maria, a estimativa era de 33% e devemos fechar com 37%”, detalhou o superintendente de recursos hídricos da Adasa, Rafael Mello.

Também segundo Mello, a meta para o mês de setembro é de que o reservatório do Descoberto feche em 14% e o de Santa Maria em 26%, menos otimista exatamente por causa da escassez de chuvas.

Já em relação ao racionamento, o presidente da Caesb, Maurício Luduvice, pede apoio da população para que ele não seja alterado e se mantenha no esquema adotado atualmente: um dia de rodízio a cada seis dias, com dois dias de estabilização. "As pessoas precisam continuar reduzindo e eliminando o desperdício. Setembro é um mês muito difícil, porque tem a temperatura mais elevada e a intensificação da secura, que leva a um maior consumo de água", frisou.

Luduvice ponderou que, caso os níveis dos reservatórios voltem a cair, algumas medidas mais duras podem ser tomadas. Seria o caso, por exemplo, de um aumento no rodízio. “A situação ainda é muito delicada. É preciso manter os níveis por mais esses 30 dias até as chuvas chegarem e se consolidarem também”, afirmou.

População de parabéns

O presidente da Caesb aproveitou para elogiar os brasilienses que aprenderam a fechar as torneiras neste severo momento de crise. “[Evitar um agravamento no racionamento] é uma responsabilidade de todos nós. É uma ação de cidadania e a população está de parabéns”, disse. A mesma opinião é compartilhada pelo superintendente da Adasa. “Aprendemos muito com a crise. O povo reagiu de uma maneira até surpreendente. Hoje, temos um uso muito mais consciente”, finalizou Mello.

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