Ipês-brancos espalhados pelas ruas do DF marcam o início de setembro

Fotografe e compartilhe no Instagram do Correio com a hashtag #MissãoIpê; as mais bonitas serão republicadas na conta do jornal na rede social

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postado em 01/09/2017 06:00 / atualizado em 31/08/2017 21:52

Ed Alves/CB/D.A Press

 
Os ipês são uma atração à parte no Distrito Federal. Entre folhas e flores secas pelo chão e o sol escaldante, as cores dessas árvores parecem devolver vida à cidade, revigorá-la, contrastando com o azul do céu candango. Neste início de setembro, não será difícil deparar-se, nos grandes campos das quadras residenciais e cidades do DF, com a beleza do ipê-branco.  “Isso chama muito atenção. As flores nascem, caem e, nos galhos, ressurgem outras como uma fênix”, celebra o consultor autônomo Roberto Roriz, 40 anos. Ontem de manhã, admiarava as árvores, na altura da 611 Sul, enquanto levava o filho Gabriel, 10 anos, para a escola. Não resistiu e parou para tirar uma foto.
 

Há quem faça comparações lúdicas com o ipê-branco. A atendente Layane Rocha, 28 anos, trabalha em uma lavanderia na quadra 300 do Sudoeste que, por sorte, tem como vista dois ipês recheados de flores brancas. “Ficam mais lindos quando caem, pois parece que há neve pelo chão”, disse. Perto dali, o zelador Willami dos Santos, 36 anos, que trabalha no Condomínio The Grand, no Sudoeste, também tem a sorte de poder admirar ipês nas proximidades do trabalho. A temporada de floração dos ipês é sua favorita. “Gosto demais de tirar fotos, principalmente quando eles ficam brancos assim. Todo ano eu espero para ficar bonito e tirar foto”, explica.
 
Ed Alves/CB/D.A Press
 

Na 605 Sul, a equipe de reportagem encontrou vários ipês floridos em um estacionamento ao lado do Sebrae. Ali, o pintor Antônio Moreira, 56 anos, fez questão de parar o carro e admirá-los. “Eu ia parar do outro lado, mas quando vi essas árvores com a flor branca, não teve como passar direto. Isso é lindo demais”, contou. A aposentada Vandete Rodrigues, 59 anos, é apaixonada por ipês há muito tempo. Prova disso é que faz questão de se vestir com a cor da floração do momento. “Saio na rua só para tirar foto combinada com os ipês”, afirma.
 
Ed Alves/CB/D.A Press
 


Plantio

A Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) é encarregada pelo plantio e conservação de mais de 10 mil mudas por ano. Hoje, cuida de mais de 700 mil árvores espalhadas por toda a capital, inclusive nas regiões administrativas. No total, são mais de 100 espécies na América do Sul, distribuídas desde o Sul do Brasil até países como Colômbia e Venezuela. Dessas 100, nove espécies são brasileiras. No Distrito Federal, há cinco espécies de ipê, sendo elas: ipê-amarelo, ipê-amarelo-peludo, ipê-caraíba, ipê-branco e o ipê-verde —   a Novacap iniciou os trabalhos para o plantio deste último, há quatro anos. 

Atualmente, há 390 mil mudas plantadas em Brasília. “Mas o que tem mais é branco, se formos pensar na quantidade em cores”, afirma o chefe do Departamento de Parques e Jardins da Novacap, Alfred Luciano. Professor da Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária da Universidade de Brasília (UnB), Fábio Padilha ressalta que a espécie predominante na cidade é chamada de “ipê do cerrado” e as cores podem variar de acordo com a época do ano. As que encontram-se no Distrito Federal são rosa, roxo, amarelo e branco.

Sobre o período que aparecem, os ipês-brancos costumam florescer entre final de agosto e início de setembro. Os de cor rosa, entre janeiro e fevereiro; o roxo, entre maio e setembro; e o amarelo, por volta de junho e setembro. Mas a ordem de quais cores aparecem, de acordo com as épocas do ano, pode variar. “Isso depende da temperatura da região e da quantidade de luz. Os amarelos e os brancos, por exemplo, florescem praticamente juntos”, explica o professor Fábio Padilha. Ele também confirma que o clima seco não influencia na troca de flores, no tempo de permanência e de cores dessas árvores. “Faz parte da natureza deles, da genética”.

Este ipê é meu!

Quem quiser saber sobre o plantio do ipê, basta ligar para o número 156, que a Novacap dará detalhes do procedimento. O professor da Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária da UnB Fábio Padilha não indica o plantio em jardins pequenos. “Isso dificulta até o crescimento da raiz”, conclui.  

Nas redes sociais

O Correio convida os leitores a postarem fotos de ipês no Instagram, usando a hashtag #MissãoIpê. As imagens mais bonitas serão republicadas na conta do jornal na rede social (@correio.braziliense).
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