Fraudes no transporte põem em risco a população há pelo menos três anos

Propinas em dinheiro e até carro foram dados para que ônibus sem condições de circular fossem autorizados para trasnportar passageiros

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postado em 01/09/2017 14:30 / atualizado em 01/09/2017 15:58

Ed Alves/CB/D.A Press

 
O esquema de fraude nas vistorias de veículos de transporte coletivo no DF, desbaratado na operacção Check List, da Polícia Civil do DF, nesta sexta-feira (1º/9), colocou a população em risco nos últimos três anos, ao menos, acreditam os investigadores. A fraude envolveu servidores públicos da Secretaria de Mobilidade (Semob) e contou com a participação de motoristas, diretores e até presidentes de pelo menos três cooperativas de ônibus: Coopertran, Cootarde e Cootransp.  
 

De acordo com a PCDF, da média de 54 vistorias realizadas por dia pela equipe da Subsecretaria de Fiscalização, Auditoria e Controle (Sufisa), vinculada à Semob, pelo menos cinco não eram realizadas de forma legal. Servidores faziam vista grossa e não apontavam defeitos nos veículos em troca de propinas que variavam de dinheiro — R$ 200 a R$ 800 — até carros, segundo as investigações.

A corrupção permitia que ônibus do sistema coletivo de transporte pudessem circular pelo Distrito Federal mesmo sem contar com todos os itens necessários, como pneus seguros e e elevadores quebrados, colocando em risco a vida de passageiros. 
 

14 mandados de prisão 

 
Na ação desta quarta-feira, as equipes da Coordenação de Crimes contra o Consumidor, à Ordem Tributária e a Fraudes (Corf) e do MPDFT cumpriram 14 mandados de prisão temporária, sendo quatro deles contra fiscais e auditores da Sufisa e o restante contra agentes cooperados, comissionários e permissionários do transporte público. Duas pessoas também foram conduzidas coercitivamente à delegacia especializada. Das 14 prisões temporárias decretadas pela justiça, apenas dez foram efetivadas.

Além disso, foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão em diversos endereços do DF, incluindo a residência dos investigados, em Vicente Pires, Recanto das Emas, Ceilândia, Taguatinga, Gama, Park Way, Paranoá e Planaltina. A polícia apreendeu R$ 10.770 em espécie, um carro e duas armas de fogo. A Operação foi foi coordenada pela 2ª Promotoria de Defesa do Patrimônio Público (Prodep) e realizada em parceria com a 2ª Promotoria de Defesa do Patrimônio Público (Prodep) do MPDFT e pela Corf.  
 

GDF

 
Em nota, a Secretaria de Mobilidade diz que "tem atuado no sentido de moralizar e combater todo e qualquer tipo de ilegalidade no sistema de transporte". Além disso, depois de recebida a denúncia sobre as irregularidades no procedimento de vistoria, a Semob afirmou ter comunicado o fato a Polícia Civil do DF para que fossem apurados.
 
A Secretaria informou que as vistorias estão suspensas no dia de hoje (1/9) Sufisa e todos os veículos relacionados à investigação passarão por nova vistoria. 

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Wilson
Wilson - 01 de Setembro às 21:56
Então como se justifica afirmar que o usuario corre risco no transporte pirata se o oficial também não mantem os veiculos seguros?