Performance artística nu reúne 115 pessoas no Museu da República

A foto clicada pelo fotógrafo Kazuo Okubo ocorreu durante evento que teve como objetivo espantar a "caretice da capital"

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postado em 02/09/2017 12:52 / atualizado em 02/09/2017 16:03



Enquanto os termômetros marcavam 24Cº na capital federal, um grupo de 115 pessoas tirou a roupa e posou nu para o fotógrafo Kazuo Okubo em frente ao Museu da República de Brasília. O evento, que ocorreu durante a manhã deste sábado (02/9), se chama “Fotona” e faz parte da Cena Contemporânea. Segundo os organizadores, o clique rendeu o recorde de maior número de pessoas nuas em uma foto no Distrito Federal.


Responsável pela idealização, concepção e produção do Fotona, Diego Ponce de Leon, 35 anos, conta que o evento tem como objetivo ir de contra o momento de caretice e conservadorismo instalado na capital federal. “Nossa Brasília está se tornando uma cidade dormitório. Ninguém pode cantar, rir ou se divertir durante a noite. Vivemos um monte de lei do silêncio, bares sendo fechados, artistas sendo calados. Queremos mostrar que o concreto de Brasília também é feito de gente, arte e expressão”, garante. 

Entre os fotografados, pessoas das mais diversas idades, profissões e moradias. “Tinha gente que nunca havia posado para fotos. Todos ficaram muito emocionados. Escolhemos o Kazuo Okubo devido a representatividade que ele tem fora de Brasília, e o resultado ficou ótimo”, conta. Na última semana, Kazuo completou 58 anos, e conta que a foto foi o melhor presente que poderia receber. “Nem dormi na última noite, estava muito ansioso pois vamos mostrar que Brasília não é apenas política”, conta. 
 
Segundo o fotógrafo, isso mostra uma cara diferente da capital. “As pessoas vem o corpo como pecado, uma coisa ofensiva. Mas nós nascemos nus nesse planeta e não levamos nada daqui. O corpo é a nossa casa, e tem gente que tem uma grande e pequena, mas não devemos ter vergonha de mostrá-los”. Dentre os fotografados, também estava Maikon K, o performer curitibano foi detido por um policial militar enquanto iniciava uma performance nu no último mês de julho. 
 
Dessa vez, a polícia ficou de longe, organizando o evento. Segundo Diego, a organização conseguiu autorização da Secretaria de Cultura, Secretaria de Segurança Pública e Paz Social (SSP/DF) e da Vara da Infância e da Juventude para realizar o evento de modo seguro. O acesso foi restrito e supervisionado, garantindo que apenas maiores de idade participem. Toda a área foi cercada por alambrados, com todo segurança provida pela SSP.  
 

 

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percio
percio - 02 de Setembro às 20:19
Convivo numa cena cultural alternativa na cidade desde os anos 80, então de careta a cidade não tem nada. Acho q foi apenas uma desculpa deles para aparecerem.
 
Maria
Maria - 02 de Setembro às 20:11
E assim o Brasil consegue continuar chamando a atenção por motivos medíocres, já que, em razão de coisas realmente importantes como na Ciência, continuamos patinando. Triste Brasil, famoso por seus peitos, bundas e nus em geral, de tudo!