Sem acordo, rodoviários marcam nova reunião para a próxima segunda

Audiência de conciliação ocorreu na manhã de hoje depois de greve da categoria na semana passada. Uma nova reunião ocorre na próxima segunda-feira (11/9)

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postado em 04/09/2017 13:21 / atualizado em 04/09/2017 18:22

Luis Nova/Esp. CB/D.A Press

 
Após reunião entre integrantes do Sindicato dos Rodoviários do DF, representantes das empresas de ônibus e o Secretário de Mobilidade do DF, Fábio Damasceno, no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), não houve acordo sobre as reivindicações da categoria e os problemas causados pela greve ocorrida na última segunda-feira (28/8), que prejudicou mais de 600 mil passageiros. Empresas, rodoviários e GDF vão se reunir novamente na próxima segunda-feira (11/9), às 10h30.
 
 
O Ministério Público do Trabalho propôs acordo com um reajuste salarial de 4,5%, com aumento de 5% no valor do tíquete-alimentação, de 6% no valor da cesta básica e de 14% nos planos de saúde e odontológico, com alteração da data base da categoria de maio para agosto. O secretario de Mobilidade garantiu que pode assegurar os repasses públicos para cobrir os aumentos propostos.
 
De início, as empresas Piracicabana, Pioneira, Marechal, Urbi e São José ofereceram como proposta um reajuste de 4% nos salários, com a possibilidade de um reajuste linear de 4,23%, se o sindicato concordasse com a mudança da data base da categoria de maio para agosto. Já o sindicato reivindica 6,5% de reajuste no salário, com 15% de aumento nos planos de saúde e odontológico.

De acordo com o sindicato da categoria, mesmo com a nova audiência já marcada, uma reunião deve ocorrer na tarde de hoje para avaliar a proposta e quais serão os próximos passos da categoria. Até o fechamento desta matéria, nenhuma assembleia da categoria havia sido confirmada.

Reivindicações da categoria

De acordo com o Sindicato dos Rodoviários do Distrito Federal (Sinttrater/DF), a categoria reivindica reajuste salarial de 10%, do tíquete-alimentação, cesta básica, plano de saúde e plano odontológico. Já as empresas de ônibus alegam não ter condições de arcar com aumento superior ao percentual de reposição da inflação.
 

Multa

O GDF entrou com uma ação por meio da Procuradoria-Geral do Distrito Federal pedindo a ilegalidade da greve. Uma liminar, expedida na segunda-feira (28/9), garantiu o funcionamento de 100% da frota de ônibus no DF nos horários de pico e 50% nos demais horários. A decisão do juiz Carlos Fernando Fecchio dos Santos, da 4ª vara de Fazenda Pública do Distrito Federal, determinou que o sindicato da categoria o restabelecimento imediato do serviço, com multa no valor de R$ 1 milhão. 

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