Sequestradora do Hran é condenada a pena alternativa e ficará em liberdade

Decisão é do juiz Osvaldo Tovani, titular da oitava vara criminal do TJDFT. No julgamento, Gesianna de Oliveira Alencar confessou ter raptado o bebê

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postado em 06/09/2017 16:05 / atualizado em 06/09/2017 18:11

Reprodução/Facebook
A estudante de enfermagem Gesianna de Oliveira Alencar, 25 anos, acusada de sequestrar um recém-nascido na maternidade do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) não vai para a cadeia. O juiz titular da 8ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), Osvaldo Tovani, converteu, na tarde desta quarta-feira (6/9), a pena de dois anos a pagamento de multa e a penas alternativas, como prestação de serviços comunitários ou doação de cestas básicas. 
 
Gesianna confessou ter raptado Jhonny em 6 de junho. No julgamento, foram ouvidos além de Gesianna, o marido dela, Adriano Borges Pereira, 30 anos, e os tios Roseana Alencare Jorge Lima da Silva. A acusada confirmou que sequestrou Jhonny. Pelo lado da acusação, falaram a enfermeira do Maria Helena Barbosa Campos, do Hran, e o policial militar que resgatou o recém-nascido, José Ibanio. 
 

Sequestro no Hran


Gesianna é acusada de sequestrar Johny dos Santos Júnior do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), em 6 de junho. A criança receberia alta um dia após o sequestro. Sara Maria da Silva, 20 anos, havia dado à luz em um posto de saúde na Estrutural, em 25 de maio, e depois levada, com o filho, para a unidade médica. As primeiras informações sobre o rapto surgiram na hora do almoço, quando a equipe de enfermagem percebeu que a criança não estava mais lá. As buscas começaram com vigilantes e policiais militares. 

A suspeita logo recaiu sobre uma mulher loira, vista carregando duas bolsas, uma azul e uma cinza. Ainda na terça (6/6), a Polícia Civil identificou a sequestradora. Ela  acabou presa na quarta-feira (7/6), em sua casa no Guará 2. A investigação concluiu que Gesianna premeditou o crime e enganou o marido e a família com uma gravidez falsa.  
 
Luis Nova/Esp. CB/D.A Press
 

Vai e vem da Justiça 


Em 13 de junho, a juíza Marília Garcia Guedes determinou que Gesianna ficasse em liberdade provisória. Ela pagou um fiança de R$ 5 mil antes de deixar a Penitenciária Feminina do DF, a Colmeia. Gesianna é acusada de subtração de incapaz. A pena para o crime varia de dois a seis anos. À época, a magistrada ressaltou a necessidade de exame psicológico ou psiquiátrico. "A requerente deve ser submetida a tratamento médico especializada, acontecimento que também afasta a necessidade de prisão", conclui. 

Em 8 de junho, dois dias após o sequestro, o juiz Aragonê Nunes Fernandes converteu a prisão em flagrante para preventiva. “Embora a autuada seja tecnicamente primária, tenho que a gravidade concreta do caso espelha a sua periculosidade social”, disse o magistrado, ao justificar a manutenção da prisão. 


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