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Estado de Minas

Família aciona defensoria para garantir leito em UTI a criança de 6 anos

A menina, que sofreu convulsões, aguarda ainda um exame para diagnóstico do problema de saúde


postado em 09/09/2017 20:24 / atualizado em 09/09/2017 21:31

A criança está internada no Hmib desde a manhã deste sábado (9/9)(foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)
A criança está internada no Hmib desde a manhã deste sábado (9/9) (foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)

Uma menina de 6 anos aguarda leito na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) desde a manhã deste sábado (9/9). Segundo a família, apesar do quadro ser complicado e de ela estar entubada e inconsciente, o Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib) não tem leitos para receber a criança. Além disso, no hospital não é possível fazer o exame que poderia detectar qual o problema de saúde dela. As suspeitas principais da equipe médica é de que a criança tenha um tumor no cérebro ou meningite, segundo uma tia.
 
Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Saúde, a criança deu entrada na unidade às 6h29 deste sábado (9) com histórico de gripe há uma semana e aguarda vaga nos leitos. Ainda de acordo com a pasta, ela deu entrada no hospital com crise convulsiva e foi prontamente atendida pela equipe.
 
"A paciente está regulada para internação em leito de Terapia Intensiva (UTI), porém não há vagas até o presente momento. Ela segue recebendo assistência no pronto-socorro até que surja uma vaga e seja possível a internação", detalhou a pasta, em nota. "Todos os pacientes regulados para vaga em UTI são inseridos em uma fila única e são direcionados ao primeiro leito que surgir, independentemente da unidade onde estão internados. A regulação avalia todos os pacientes e prioriza aqueles com quadro clínico considerado mais grave", finaliza o texto.
 
Uma tomografia foi solicitada, mas, segundo a família, ainda não foi realizada, pois não há técnicos disponíveis. A tia da menina relata que o pai levou a criança ao hospital por volta das 2h, mas que o atendimento só aconteceu depois de o estado da menina se agravar. Ela relata ainda que a garota já teria sofrido algumas paradas cardiorrespiratórias e que foi reanimada.
 
A família recorreu à Defensoria Pública e o órgão prometeu entrar com mandado de segurança para solicitar à Justiça o acesso à UTI e a realização do exame necessário para diagnóstico.

 

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