Polícia Civil prende quadrilha que vendia CNH no DF e em mais três estados

Grupo era investigado desde 2016 e, segundo a polícia, pelo menos 600 habilitações falsas foram vendidas no DF. Os acusados também atuavam em Goiás, em Minas Gerais e no Pará.

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postado em 14/09/2017 09:00 / atualizado em 14/09/2017 15:41

A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (14/9), a Operação Habilis, para cumprimento de mandados de prisão preventiva, busca e apreensão a integrantes de uma associação criminosa que vendiam carteiras de motorista no Distrito Federal, Goias, interior de Minas Gerais e Pará.
 
Os criminosos fraudavam documentos para que as pessoas que os procuravam adquirissem a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) sem passar por avaliações e exames médicos. As investigações foram iniciadas em 2016, mas toda a documentação falsa encontrada pelos policiais contém registros desde 2011. 
 

Segundo o delegado chefe da Coordenação de Repressão a Crimes contra o Consumidor, Ordem Tributária e Fraudes (CORF/PCDF), Wisllei Mendes Salomão, foram presos dois funcionários de uma clínica para exames médicos do Distrito Federal. Além deles, os agentes prenderam mais seis pessoas em Goiás, uma em Minas Gerais e uma do Pará. As carteiras de habilitação eram adquiridas no Pará e, posteriormente, enviadas aos demais estados.

 
600 carteiras no DF 

 
"Cerca de 600 carteiras de habilitação foram enviadas a motoristas do DF. O documento em si é verdadeiro, mas as pessoas não faziam os exames necessários exigidos pelo Detran, muito menos o preenchimento das fichas para se inscreverem nas aulas teóricas e práticas", contou o delegado Salomão. As investigações começaram a partir de fiscalizações feitas pelo Detran com motoristas.
 
As pessoas que foram identificadas e presas no Distrito Federal cobravam entre R$ 400 e R$ 4 mil pela CNH falsa, dependendo dos documentos que precisariam ser falsificados para que o comprador adquirisse a carteira. 

Entre os envolvidos em Goiás e Minas Gerais, há proprietários de autoescolas. Caso sejam condenados, os suspeitos responderão por falsificação de documento público, onde a pena pode variar de dois a três anos de prisão, além de associação criminosa e corrupção passiva, que podem render entre um e oito anos de prisão. As pessoas que compraram suas carteiras podem responder por falsificação.
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