Prata da Casa: banda Sou 90 revive clássicos do pagode no Distrito Federal

Entre o "Didididiê" do Raça Negra e os sucessos do Molejão, o grupo Sou 90 criou uma identidade própria ao interpretar saudosos clássicos do pagode

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 15/09/2017 14:50 / atualizado em 15/09/2017 15:03

Gustavo Breder/Esp. CB/D.A Press
 
O sorriso exuberante dos integrantes anuncia: é banda de pagode. Com tanta alegria, eles já entregam o quanto são realizados tocando o estilo no Distrito Federal. Os seis integrantes da Sou 90 têm entre 28 e 30 anos, e apenas dois meses como grupo, mas fazem um som experiente. Composta por Didi Black, Flávio Dias, Roni Duarte, Valério Gabriel, Caio e André Gomes, a Sou 90 toca pagodes da década de 1990.

Os rapazes usam instrumentos como pandeiro, cavaco e surdo para trazer a era de ouro do pagode. Inspirados em nomes como SPC, Soweto e Art Popular, encontram ainda referências no som do Exaltasamba e na displicência de Zeca Pagodinho. "O que nós gostamos é da irreverência daqueles grupos", anima-se o vocalista da banda, Flávio Dias.

Leia mais notícias em Cidades

A ideia de criar a banda surgiu em fevereiro deste ano. Segundo Flávio e Didi, faltavam pagodeiros tocando sucessos dos anos 90. "Atualmente, os pagodes são super novos ou músicas de raíz", explica. Com samba no pé, a dupla reuniu, então, os companheiros que já conheciam dos pagodes da vida, e formou a Sou 90 para trazer o romantismo da década dourada. "Os caras dos anos 90 são precursores, inovaram e arrojaram incluindo instrumentos e caprichando na produção", salienta Valério Gabriel, que toca surdo e cuida dos efeitos musicais.
 

História


A década de 90 é toda especial para o grupo, de diferentes formas. A maioria namorava ao som das melodias que entoavam os pagodes. Mas, para Valério Gabriel, coincidiu com o período em que ele começou a tocar: "Foi no tetracampeonato do Brasil, eu estava começando a ser músico e no Rio, o samba era estilo de vida", conta. O carioca afirma que samba e pagode são mais escassos no DF e, por isso, é complicado viver do estilo por aqui. "Alguns vivem de música, mas é com dificuldade." Grande parte do grupo exerce outras profissões e a música ganha status de hobby. 

E que bom que o hobby deles é esse: alegrar e reviver as memórias dos fãs de pagode. No restaurante onde se apresentam, localizado na Asa Norte, eles têm um público fiél

Serviço

A Soul 90 se apresenta a cada 15 dias, à noite, no Restaurante Comida e Arte (Asa Norte, CLN 410). 

*Estagiária sob supervisão de Ana Letícia Leão.
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.