Prata da Casa: com voz e violão, casal faz trilhas sonoras de casamentos

Jonathas e Rayssa Camacho interpretam várias canções românticas na "hora do sim" de casais pela cidade, e arrasam com interpretações inusitadas. O que era hobby virou profissão para os dois

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postado em 22/09/2017 11:46 / atualizado em 22/09/2017 15:43

Bárbara Cabral/Esp. CB/D.A Press

 
A música é apenas uma das coisas em comum entre Jonathas e Rayssa Camacho. Casados há 8 meses, o bibliotecário de 26 anos e a professora, de 22, se conhecem há três anos, e, durante todo esse tempo juntos, os dois têm compartilhado arranjos e letras de música, além do amor dos dois gatinhos que criam em um apartamento com decoração retrô e cheio de referências geeks na Asa Sul. No início, cantar juntos era um hobby, mas hoje, os dois também formaram uma parceria nos palcos, cantando em casamentos na cidade.
 
 
Rayssa conta que estudou canto e violão por cerca de dois anos. Jonathas veio de uma família de cantores e vê a música da mesma forma que a mulher: essencial. “Eu cantava na igreja desde pequenininho, cantarolo até letreiro de loja”. Ele conta que começou a tocar em casamentos e outros eventos, acompanhando amigos e às vezes sozinho. “Como sempre fui o amigo quebrado, meu presente de casamento para as pessoas era cantar na cerimônia. Quando me chamavam para ser padrinho eu já me oferecia para tocar, mas nunca foi muito profissional.” Quando ele e Rayssa se conheceram, - por intermédio da irmã de Jonathas, que estudava com Rayssa na Universidade de Brasília (UnB) – eles já sabiam que ambos tocavam, mas até então não havia nenhuma pretensão de montar uma banda.

Até que um dia, o casal foi convidado para tocar no casamento do tio de Rayssa, “As pessoas nos conheciam porque já cantávamos na igreja, então amigos começaram a nos convidar para cantar em outras cerimônias” conta Jonathas. Depois, eles passaram a tocar também em outras ocasiões, como em jantares e eventos corporativos. “A gente não pensava em cantar em casamentos não, era só quando chamavam a gente. Não cobrávamos caro também, era mais por hobby”, relembra.

Canções inusitadas

O casal toca músicas românticas, mas às vezes arranca aplausos com interpretações inusitadas. O repertório vai desde Marcelo Jeneci e Jack Johnson até Quero te encontrar, da dupla Claudinho e Buchecha. Depois pula para clássicos como La Vie en Rose, de Edith Piaf e Sweet Child O' Mine, da banda Guns 'n Roses. “Tocamos o que a gente gosta de tocar. Gostamos de MPB, rock e músicas cristãs. A Rayssa gosta muito de música dos anos 1980 também. Temos uma lista com as músicas que geralmente tocamos e aceitamos pedidos dos noivos, mas sempre levando para uma maneira que a gente goste de tocar. A Rayssa faz francês e eu falo inglês, então a gente faz uma brincadeira com isso também, fica bem legal.” 

A “brincadeira” começou a virar profissão quando eles preparavam o próprio casamento. “E depois que a gente casou, vimos que o negócio de músicas em casamentos aqui em Brasília é bem forte. A música dá vida e dá cor a cerimônia. Pauta a emoção”, explica Rayssa. “A indústria de casamentos é algo gigantesco. Conheci muita gente que cobra muito caro mesmo. Já vi bandas cobrando R$ 4 mil, R$ 5 mil e não são bandas profissionais. Percebemos que tem um nicho aqui, e que dava para fazer o que a gente gosta, que é cantar junto e ter uma outra maneira de ganhar dinheiro” complementa Jonathas.

O negócio funciona há três meses e eles contam que já têm seis casamentos agendados até o final do ano. A principal forma de divulgação ainda é a indicação de noivos satisfeitos, além das postagens que fazem na conta oficial deles no Instagram (@joeraycasamentos).

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