OAB-DF critica divulgação de informações ligadas à fraude da Kriptacoin

O Conselho Pleno da entidade reprovou o vazamento de dados da investigação e entendeu que o repasse de informações prejudicou advogados denunciados

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postado em 06/10/2017 19:08 / atualizado em 06/10/2017 21:18

Ed Alves/CB/D.A Press

O Conselho Pleno da Ordem dos Advogados do Distrito Federal (OAB-DF) defendeu, em reunião nesta quinta-feira (5/10), o combate à "utilização da mídia pelo Estado" para tornar "midiático e especulativo" o processo de investigações em andamento. O entendimento foi uma resposta à atuação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) no âmbito da Operação Patrick, que investiga um esquema de fraude com a moeda virtual Kriptacoin. Entre os denunciados, há dois advogados.


O colegiado da OAB-DF concluiu que a atuação do MPDFT envolveu a "criminalização da advocacia", sob a justificativa de que o órgão teria associado a conduta de advogados denunciados na operação como compatível à adotada pelos representados. 

O requerimento analisado pelo colegiado foi apresentado por João Paulo Todde e Érico Rodolfo Abreu, então advogados de defesa dos donos da empresa Wall Street Corporate, responsável pela venda da moeda virtual. No próximo encontro, agendado para 20 de outubro, a seccional do DF realizará um desagravo público em defesa dos advogados.
 
Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press
 
 
Em 2 de outubro, a OAB-DF emitiu um ofício ao promotor Paulo Roberto Binicheski, condutor das investigações no MPDFT, em que solicitou a apuração do vazamento de informações relativas à Operação Patrick. Todas elas estão sob sigilo na Justiça.

Em resposta, Binicheski afirmou que o MPDFT realiza um processo interno para averiguar a origem dos repasses de dados confidenciais. "Estou ouvindo funcionários e posso assegurar, em relação a essa oitiva, que nenhum servidor teve acesso aos autos do processo. Quando a nossa denúncia foi apresentada à 8ª Vara Criminal de Brasília, ninguém teve acesso a ela", afirmou. 

Em relação à rejeição da denúncia apresentada pelo Ministério Público contra os advogados João Paulo Todde e Érico Rodolfo Abreu, o promotor reforçou que a transferência da Lamborghini para Goiânia, realizada por um dos advogados, configura ato ilegal. "Há muita especulação na imprensa. Até ontem, ninguém sabia o teor da denúncia. Os supostos envolvidos apresentaram versões antes de qualquer atividade da policia e do MP, mas estamos convictos de que o ato praticado configura obstrução de justiça", ressaltou Binicheski.
 
* Estagiária sob supervisão de Mariana Niederauer 
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Marcos
Marcos - 07 de Outubro às 06:23
Deixa eu ver se eu entendi correto: falar mal de advogado que se mete em falcatrua não pode, mas falar mal de outras classes de trabalhadores pode!