Mulher é condenada a 37 anos de prisão por matar e jogar corpos em cisterna

Alessandra Teixeira agiu junto com Fernando Alves da Silva, filho de uma das vítimas e enteado de outra. Ele está preso desde abril, pelo mesmo crime

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postado em 06/10/2017 22:51

Thiago Soares/CB/D.A. Press
A Justiça do DF condenou uma mulher a 37 anos e 11 meses de prisão por envolvimento no caso conhecido como "crime da cisterna". A sentença de Alessandra Teixeira, que estava presa aguardando julgamento, foi proferida na quinta-feira (5/10) e menciona dois homicídios triplamente qualificados, ocultação dos cadáveres e estelionato. 

 
Alessandra e o então companheiro, Fernando Alves da Silva, foram denunciados pela Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri de São Sebastião pela morte de Joaquim Alves da Silva, pai de Fernando, e de Maria Lúcia Lopes, parceira de Joaquim. 
 
Segundo informações do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), na denúncia constava que o crime foi provocado por um desentendimento familiar, o que configura motivo torpe. 
 
As investigações apontam que o casal foi surpreendido dentro de casa e morto com o uso de um machado. Após o crime, os acusados ocultaram os corpos dentro de uma cisterna na residência. Por venderem objetos das vítimas, também foram condenados por estelionato. 
 
Fernando Alves está preso desde abril deste ano e foi condenado a 46 anos e 6 meses de prisão. O tribunal reduziu essa pena em 6 anos após entender que o réu praticou os dois assassinatos nas mesmas condições de tempo, lugar e modo de execução, o que configura uma previsão jurídica chamada continuidade delitiva. Isso significa que a morte de Maria Lúcia foi um desdobramento da de Joaquim. 
 
O crime
 
Alessandra morava com as vítimas e era casada com o filho de Maria Lúcia. Fernando cumpria pena por latrocínio e, ao deixar a prisão, procurou abrigo com o pai, Joaquim. Após algum tempo, Alessandra e Fernando começaram a ter um relacionamento amoroso. O caso dos dois foi descoberto e eles expulsos de casa pelas vítimas, o que teria motivado o crime. 
 
Na madrugada de 14 de agosto de 2015, os acusados retornaram à chácara onde as vítimas moravam, localizada no Morro da Cruz, em São Sebastião. Enquanto Joaquim dormia, os assassinos deram três golpes de machado na cabeça. Maria Lúcia não estava no local no momento do crime, mas, quando chegou, três horas depois, também foi golpeada no pescoço. Os corpos foram jogados na cisterna da residência e, no dia seguinte, os denunciados venderam móveis e eletrodomésticos das vítimas. Após três dias, foram capturados em Luziânia.
 
Com informações do MPDFT 
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