Definição de pré-candidato do PMDB ao Buriti provoca descontentamento

O resultado foi que 10 siglas direitistas se distanciem. No meio da briga está o ex-secretário de Saúde Jofran Frejat, cobiçado por todas as frentes

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postado em 04/11/2017 08:00

Breno Fortes/CB/D.A Press


Movimentações políticas nas articulações por cargos majoritários, como a filiação ao PMDB do ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no DF (OAB/DF) Ibaneis Rocha, provocaram uma implosão na maior coalizão formada até o momento, com 10 partidos de direita. Devido ao descontentamento de integrantes do grupo com a investida do pré-candidato ao Palácio do Buriti, a tendência é que a prematura coligação se divida. De um lado, seguiriam lado a lado o DEM, do deputado federal Alberto Fraga, o PMDB e o PP — esses dois últimos controlados pelo ex-vice-governador Tadeu Filippelli. Do outro, restariam tradicionais siglas, como PSDB e PTB. No meio do fogo cruzado, cobiçado por todas as frentes, está o ex-secretário de Saúde Jofran Frejat, um dos principais nomes na disputa pelo comando do GDF.

A filiação de Ibaneis é encarada como uma decisão definitiva do PMDB de ser protagonista e ter um candidato próprio ao Executivo local — enquanto o entendimento da aliança previa que o postulante oficial fosse o melhor colocado, com projeções de crescimento e viabilidade jurídica às vésperas da eleição. Frente ao impasse, alguns partidos se movimentam para encontrar novos aliados.

Ainda assim, o consenso é de que contar com Frejat na chapa por cargos majoritários amplia as chances de vitória de qualquer frente. E a força do ex-secretário de Saúde dá condições para ele seguir por vários caminhos. Uma opção é fechar com o grupo liderado por Filippelli. A estrutura da legenda, integrada pelo presidente da República, Michel Temer, somada ao tempo de inserção em emissoras de rádio e tevê e ao horário eleitoral da campanha, está entre a lista de atrativos. Apesar da pré-candidatura de Ibaneis, o ex-presidente da OAB/DF afirmou, por vezes, que abriria mão da disputa para apoiar um candidato “limpo” e citou o ex-secretário de Saúde como exemplo.

Há, ainda, a alternativa da formação de um compromisso com o PSDB, de Izalci Lucas, e com o PTB, de Alírio Neto. Contudo, para viabilizar a opção, essas legendas terão de definir as próximas jogadas. É que, com a aproximação da ex-governadora Maria de Lourdes Abadia (PSDB), que assumiu a Secretaria de Assuntos Estratégicos, com governador Rodrigo Rollemberg (PSB), além das articulações nacionais, tucanos podem formar uma aliança com o socialista.

Frustrado com a pré-candidatura de Ibaneis Rocha, o ex-deputado distrital Alírio Neto busca outros aliados. “O discurso dele (Ibaneis) é ruim. Como pode dizer que disputará para que Rollemberg não ganhe de W.O., quando há tantos outros possíveis candidatos? Para mim, o movimento do PMDB descumpre as regras que estabelecemos no início do jogo; por isso, comecei a procurar outros partidos, como PPS, PDT e PR”, revelou o petebista.

Após a filiação de Ibaneis, Alírio visitou o ex-governador José Roberto Arruda e pediu apoio à candidatura ao Palácio do Buriti, oferecendo a Vice-Governadoria à mulher dele, Flávia Arruda. “Fiz essa proposta porque, segundo decisão nacional do PTB, teremos candidatos ao governo em três unidades da Federação: Roraima, DF e Pernambuco”, acrescentou. Nesse cenário, Frejat poderia ser candidato ao Senado.

A possível divisão é criticada por Frejat, que defende a manutenção do compromisso firmado entre as 10 siglas de direita. “Temos de manter a unidade. Se o pessoal se dividir, o Rodrigo Rollemberg vence. Aqueles que pensam que ele está morto na disputa e não tem chances de recuperação estão enganados”, destacou. As alianças de centro-esquerda também não estão descartadas por Frejat. Apesar de o PDT, do presidente da Câmara Legislativa, Joe Valle, flertar com o PT, alianças alternativas ainda estão em jogo.

As articulações com o PPS também estão vivas. Frejat teve um encontro com o senador Cristovam Buarque, o presidente da Executiva Regional, Chico Andrade, e o ex-senador Valmir Campelo na última semana. O parlamentar do PPS é um nome tradicional na política local e tem negociado, ainda, com a frente evangélica, formada por PRB, PHS e PSC.


Apoio evangélico

Em reportagem publicada ontem sobre as articulações de evangélicos com vistas às eleições de 2018, o Correio destacou que o segmento religioso emplacou cinco deputados federais no último pleito. Contudo, apesar de integrarem a Frente Parlamentar Evangélica do Congresso Nacional, apenas um deles — o deputado Ronaldo Fonseca (Pros) — se elegeu com votos dos evangélicos.


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maques
maques - 04 de Novembro às 11:34
O conceito de honestidade precisa ser revisto com urgência, vide afirmação de Lula.