Centenas de pessoas acompanham o velório de adolescente morta em escola

Cerimônia realizada na igreja que Raphaella Novisk frequentava é marcada por forte emoção e pedidos de justiça

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postado em 06/11/2017 23:35 / atualizado em 06/11/2017 23:41

Ed Alves/CB/D.A Press


Cerca de 400 pessoas acompanham o velório de Raphaella Novisk, na noite desta segunda-feira (6/11), em uma igreja no centro de Ceilândia. A jovem foi brutalmente assassinada, com 11 tiros, dentro da sala de aula, na manhã de hoje. A cerimônia irá durar a noite toda e o enterro será amanhã, às 10h, no Cemitério Campo da Saudade. 


O corpo da jovem chegou ao local do velório por volta das 20h30. Centenas de pessoas já a esperavam para prestar as últimas homenagens. Familiares da adolescente, amigos e curiosos tomaram às ruas em frente à igreja. "Lamentável. Eu tenho uma filha nessa idade. Espero que Deus possa confortar a família e os amigos", afirmou Maria de Fátima Alves, que não conhecia a vítima, mas foi até o local do velório para prestar uma homenagem. 
 
Pedidos por justiça foram entoados pelos amigos da jovem. Uma passeata pela paz está prevista para ocorrer quando o corpo for levado para o sepultamento no Cemitério Campo da Saudade.

Crime premeditado


O assassinato de Raphaella foi premeditado, de acordo com a delegada responsável pelo caso, Rafaela Azzi. Misael Pereira, 19, planejou o crime por um ano, período em que juntou R$ 2,3 mil para comprar o revólver calibre .32. O homem deu pelo menos 11 tiros no rosto da jovem dentro de uma das salas de aula da Escola Estadual 13 de Maio, em Alexânia (GO). Segundo a delegada, o atirador planejou os detalhes antes de cometer o crime. “Ele queria que ela morresse e não sentisse dor”, diz a delegada.

Ainda segundo Azzi, Misael é ex-estudante da instituição, o que facilitou a ação, já que o autor conhecia o prédio da escola. “Ele já foi estudante lá e sabia a dinâmica das aulas e a geografia do local”, afirma a delegada. Ele pulou o muro dos fundos e invadiu a sala de Raphaella por volta das 9h, enquanto a menina assistia a primeira aula do dia.

Misael afirmou em depoimento que "sentia ódio" da vítima e que, por isso, resolveu comprar uma arma e matá-la. “Ele teria feito contato via Facebook, tentado amizade, ele teria se apaixonado. Ele fez várias tentativas, mas ela foi se distanciando dele. A cada distanciamento, ele tomava raiva dela”, detalha a policial. Segundo uma prima da vítima, a garota era constantemente perseguida por Misael e foi ameaçada por ele, pelo telefone, horas antes do crime.

"Ele já a ameaçava desde o ano passado. Quando foi hoje cedo, ela recebeu uma ligação e ouviu: 'Está preparada?'. Aí, logo em seguida, ele desligou”, relatou a prima, também estudante do 9º ano, que pediu para não ter o nome revelado.
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