Maioria de estudantes da UnB se considera negra

Segundo pesquisa do Observatório da Vida Estudantil, o número equivale a 50,6% dos universitários

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postado em 08/11/2017 16:00 / atualizado em 08/11/2017 16:38

 Minervino Junior/CB/D.A.

 
A quantidade de estudantes de graduação que se declara negra é superior à que se diz branca na Universidade de Brasília (UnB). De acordo com o levantamento semestral do Observatório da Vida Estudantil, o número é de 50,6% entre os alunos matriculados neste semestre.
 
 
Desde 2015, o número de negros – que inclui pretos e pardos, de acordo com classificação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – equivale a mais da metade dos alunos da instituição. No primeiro semestre do ano passado, o percentual chegou a 56,5%.
No entanto, a quantidade de pardos é muito superior à de pretos. Dos 50,6% de alunos negros neste semestre, apenas 10,6% são pessoas pretas.
 
Layla Jorge, pesquisadora do Observatório da Vida Estudantil, diz que o fato dos alunos negros serem maioria deve ser comemorado, mas ainda não é o suficiente. “É importante pensarmos também em estratégias específicas para o aumento da representatividade de pessoas pretas”, declara.
 

Outros critérios

Segundo a pesquisa, 49,2% dos graduandos cursaram o ensino médio somente em escolas públicas, enquanto 38,2% estudaram apenas em colégios privados. Neste semestre, prevalece o número de alunos que têm renda familiar mensal de três a 10 salários mínimos.

 

Apesar do crescimento em relação ao número de negros na instituição, o mesmo não ocorreu com os indígenas. “O volume de ingressantes permaneceu quase inalterado desde 2012, a uma taxa baixíssima, próxima de 0,6%”, enfatiza a pesquisadora.

 

O número de mulheres também equivale à maioria dos alunos da UnB. São 51% de pessoas que se identificam como pertencentes ao sexo feminino, contra 48,7% que se declaram como parte do masculino.
 
As áreas da saúde e ciências humanas e sociais são cursadas principalmente por mulheres, presença equivalente a 51,1% e 76%, respectivamente. Já nas graduações de exatas, os homens prevalecem ocupando 68,1% das vagas. 
  

Levantamento semestral 

O Observatório da Vida Estudantil faz o levantamento desde 2012, por meio de questionários online. São 60 perguntas, divididas nas temáticas identificação geral; inserção universitária; trabalho e perspectivas futuras; perfil socioeconômico e demográfico; e trajetória pré-universitária.
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