Jornal Correio Braziliense

Paralisação do metrô pega brasilienses de surpresa nesta quinta-feira

Sem saber da paralisação, muitos usuários do metrô chegaram a ir até as estações, mas não conseguiram pegar os trens

Lucas Vidigal - Especial para o Correio Ricardo Faria - Especial para o Correio Mayara Subtil - Especial para o Correio
Paralisação dos metroviários pega brasilienses de surpresa - Foto: Minervino Junior/CB/D.A Press
 
A paralisação dos metroviários na manhã desta quinta-feira (9/11) pegou muitos brasilienses de surpresa na ida para o trabalho. Com isso, muitos usuários do metropolitano chegaram a ir até as estações, mas não conseguiram embarcar. No caso das estações da Guariroba, em Ceilândia e da estação Asa Sul, os portões estavam fechados para embarque. As demais estão funcionando normalmente
 
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Em Ceilândia, a recomendação é de que os passageiros procurem pelas estações Centro ou Sul da região. Na Guariroba, alguns passageiros ficaram prejudicados porque imaginavam que o funcionamento seria normal. O auxiliar administrativo Lucas Barbosa, 25 anos, já avisou que vai chegar atrasado na empresa em que trabalha na W3 Norte. "É uma sensação muito ruim. Parece que a gente não pode nem ir trabalhar", reclamou.
 
Lucas Barbosa tenta pegar metrô na estação Guariroba, em Ceilândia, mas é surpreendido com portões fechados - Foto: Minervino Junior/CB/D.A Press 
 
Na estação do metrô da Praça do Relógio, no centro de Taguatinga, o movimento de passageiros foi tranquilo. Entretanto, alguns usuários também foram surpreendidos com a notícia de paralisação. O estudante do Colégio Militar Dom Pedro 2 Luiz Paulo Aquino, 17, revela que só ficou sabendo da greve quando chegou na estação da Praça do Relógio. "Fui pego de surpresa, não sabia. Mas espero conseguir pegar um trem", disse. Entretanto, o jovem, ao ser informado de que, mesmo com a greve, os trens seguem em circulação, não demonstrou alívio. "Já estou pensando na volta. Se decidirem parar tudo, não terei como voltar", revelou. 
 

 
 
O comerciante Rafael Moreira de Souza, 25, foi outro afetado com a greve dos metroviários. "Preciso chegar em Águas Claras. Estou na esperança de conseguir pegar um trem", disse. Segundo ele, a volta será complicada se o sindicato da categoria resolver paralisar 100% dos funcionários. "Já estou preocupado. Provavelmente terei que pegar ônibus. Gastarei mais com a passagem", explicou. 


Apesar da notificação de que a estação 114 Sul estaria fechada para embarque, até às 9h40 desta manhã, os portões continuavam abertos para usuários. O medo é de que as portas fechem a qualquer momento sem aviso. Alguns cartazes com o indicativo de greve foram pregados nas paredes do lugar para sinalizar a redução de trens. Silvana Costa Freire, 32 anos, que seguia para a Rodoviária, perguntou a um dos funcionários na cabine de pagamento sobre a greve. Ela diz que, muitas vezes, os indicativos de greve ficam só na ameaça. “Eu prefiro logo perguntar. Eles (Metrô) não informam direito e quem sai prejudicado é o cidadão. Acho errado fecharem os portões sem avisar”, opinou a servidora pública.  
 
Estação 114 Sul pode ter portões fechados a qualquer momento - Foto: Mayara Subtil/Esp.CB/D.A Press

Trânsito

O trânsito na Estrada Parque Taguatinga (EPTG) segue intenso nesta manhã. Além das complicações por causa da parasaliação dos metroviários, também houve um acidente grave na pista sul da Estrutural, próximo ao Castelo Forte, que causou a morte de um motociclista.  Além disso, às 9h, o trecho entre o Eixo Monumental, próximo ao Memorial JK e a Rodoviária do Plano Piloto também está com congestionamento. 

Sindicato

 
O Sindicado dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Metroviários do DF (Sindmetro) alegou que ainda não recebeu nenhuma notificação a respeito da decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-10) de inviabilizar a greve. A categoria irá até o Palácio do Buriti ainda nesta manhã para tentar conversar com o executivo local a respeito das reinvidicações. Caso haja um novo posicionamento, uma assembléia com os profissionais será convocada para determinar as novas diretrizes da paralisação. 
 

Sem bilhete

 
Por volta das 10h, os funcionários da estação Águas Claras, Centro Metropolitano e Rodoviária do Plano Piloto pararam de vender os bilhetes. Os usuários que não tem cartão carregado, tiveram as passagens liberadas nos três locais. A previsão é que as vendas sejam normalizadas às 13h.