Rodoviários da Pioneira paralisam as atividades em Santa Maria e Gama

Motoristas e cobradores cruzaram os braços por mais de uma hora. As atividades só foram retomadas após uma reunião com representantes da empresa

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postado em 14/11/2017 12:59 / atualizado em 14/11/2017 13:00

Ed Alves/CB/D.A Press - 13/11/2014

Rodoviários da Viação Pioneira, empresa responsável pela bacia do transporte público do Distrito Federal, em Santa Maria e Gama, fizeram uma paralisação relâmpago na manhã desta terça-feira (14/11). Motoristas e cobradores cruzaram os braços desde às 11h. As informações iniciais são de que a categoria protesta contra o desvio de função de alguns funcionários na empresa. O Correio entrou em contato com o Sindicato dos Rodoviários, mas até o momento não obteve respostas. 

 

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Com a paralisação, os coletivos que fazem a alimentação entre as quadras de Santa Maria e Gama não circularam até os Terminais do Expresso DF. Os motoristas que operam o BRT também paralisaram as atividades. O serviço somente voltou ao normal por volta das 12h20, após representantes do Sindicato dos Rodoviários e da empresa Pioneira se reunirem.

 

Histórico de paralisações

 

Em setembro deste ano, os rodoviários viveram um mês de negociações intermedidas pelo Tribunal Regional do Trabalho com as empresas responsáveis pelo Transporte Público. Naquela ocasião, os trabalhadores protestavam pelo reajuste nos sálarios e benefícios. Houve ameaças de paralisações, porém, em 24 de setembro, a categoria aceitou a proposta dos patrões - 5,25% no salário, ticket e cesta básica, 14% no plano de saúde e odontológico e o mais comemorado, passe livre no metrô. 

 

Na última paralisação, realizada em 28 de agosto, cerca de 1,8 milhão de usuários do transporte público foram pegos de surpresa por uma greve relâmpago. Os ônibus de todas as empresas que circulam todo o DF não saíram das garagens durante todo o dia.

 

Em julho, os rodoviários reduziram em 30% a frota de ônibus do DF, justamente no horário de pico. Já nessa época a categoria reivindicavam os 10% de reajuste salarial e 20% no vale-alimentação, além de passe livre para uso do metrô. Dois dias antes, os trabalhadores haviam paralisado totalmente as atividades em adesão ao protesto nacional contra as reformas trabalhistas e da Previdência, que acabaram passando no Congresso Nacional. Em maio outra greve, mas o motivo da paralisação foi outro: atraso no pagamento dos salários e benefícios a motoristas e cobradores. 

 

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