Greve do Metrô DF: reunião com TRT termina sem acordo, e greve continua

O Judiciário se reuniu com os representantes de ambas as partes nesta quarta-feira. Pelo 5º dia consecutivo, todas as estações amanheceram fechadas

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postado em 22/11/2017 10:55 / atualizado em 22/11/2017 12:16

Ed Alves/CB/D.A Press
 
O desembargador do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT/10), Pedro Luís Vicentin Foltran, deve reavaliar o número de mínimo do efetivo para que os trens do Metrô voltem a funcionar. A reunião com os advogados do Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô/DF) e do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários (SindMetrô/DF), na manhã desta quarta-feira (22/10), terminou sem acordo. 
 

Segundo o TRT/10, Foltran deve fazer a reavaliação da liminar – que exige 90% dos funcionários em horários de pico, das 6h às 10h e das 16h30 às 20h30 , e 60% no restante da operação – até o fim do dia. A expectativa é interromper a paralisação total até o julgamento do dissídio coletivo, ainda sem data marcada. Mesmo que o metrô volte a circular, a greve deve ser mantida. 

Pelo 5º dia consecutivo, os portões das 24 estações de metrô amanheceram novamente fechados. A greve já dura 14 dias.
 

Filas cheias na Rodoviária

 
Sem metrô, os ônibus com destino a Águas Claras, Taguatinga, Samambaia e Ceilândia ficaram mais cheios do que o habitual na manhã desta quarta-feira. Filas serpenteavam pela plataforma inferior da Rodoviária do Plano Piloto, próximo às baias dos coletivos.
 
Se o movimento aumentou na plataforma do terminal, o mesmo não se pode dizer do subsolo onde a entrada da estação Central do metrô. Por volta das 9h, o único movimento era de usuários do Na Hora ou do posto avançado do DF Trans.
 
Mesmo sem pegar metrô, o comerciante Tiago Miguel de Araújo, 22 anos, sente os efeitos da paralisação. Ele trabalha em uma lojinha de produtos eletrônicos de frente ao portão do metrô. "Até agora (9h), era para ter passado umas 100 pessoas por aqui. Mas não passaram nem 20", lamenta ele, que estima redução de até 70% no faturamento diário do comércio.
 
Por causa da paralisação, serviços que ficam do lado de dentro dos portões da estação também estão fechados. Por exemplo, os caixas eletrônicos do lado de dentro da estação Central estão fora de utilização. Postos de atendimento do Governo, porém, permanecem abertos. A Farmácia de Alto Custo, que fica na 102 Sul, continua com funcionamento normal.

Exclusivas liberadas


Em razão da greve dos metroviários, o uso das faixas exclusivas do Distrito Federal continua permitido até 23h59 desta quarta-feira (22/11). Por decisão Departamento de Estradas e Rodagem (DER-DF) e do Departamento de Trânsito (Detran-DF), fica permitido que motoristas de carros de passeio ocupem qualquer pista das Estradas Parques Taguatinga (EPTG) e Núcleo Bandeirante (EPNB), das W3 Norte e Sul e do Setor Policial Sul. 
  
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