Brasília terá centro clínico especializado em tratamento de câncer

Hospital da rede particular também investir em equipamentos de última geração - R$ 150 milhões. No DF, serão 140 novos leitos. A unidade médica será direcionada para o público de alta renda

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postado em 27/11/2017 15:20 / atualizado em 27/11/2017 19:50

Rodrigo Nunes/Ministério da Saúde

O tratamento contra o câncer terá no Distrito Federal ganhará reforço na rede privada com a construção de um centro especializado em oncologia. Ele será um dos três a serem erguidos no país - em São Paulo e no Rio de Janeiro - com investimento total de R$ 1 bilhão. A unidade médica será direcionada para o público de alta renda. Serão investidos ainda R$150 milhões em equipamentos de última geração e construídos 140 novos leitos no DF.

O investimento, da Rede D'Or, deve ser feito até 2019. O centro especializado em Brasília, assim como os outros, servirá de apoio aos demais hospitais da rede - em todo o país, são 37 hospitais e mais de 35 clínicas oncológicas. A fragmentação do atendimento de câncer é um dos motivos do investimento do grupo hospitalar. A ideia é que, no mesmo lugar, quem sofre da doença, seja atendido desde a realização de consultas, exames, cirurgia, internação até terapia, entre outros serviços.

Em Brasília, o atendimento de oncologia da rede é prestado no Hospital Santa Luzia e em outras quatro clínicas. O hospital, que está em fase de obras, deve ficar pronto no começo de 2019. Ele funcionará nas antigas instalações do Hospital Planalto, na 715/915 sul. Por lá também funcionou o São Lucas. Intervenções na estrutura já foram feitas no local para abrigar o novo estabelecimento. O nome ainda não foi definido.
 
 
O projeto de expansão se deu na identificação de que o Distrito Federal, assim como todo o país, carece de um atendimento mais amplo na área de oncologia. Para liderar a chamada ‘harmonização’ da rede - que nada mais seria que manter o padrão de atendimento em todas as unidades do Brasil -, o Grupo D’or convidou o médico Paulo Hoff, um dos mais conceituados oncologistas do país, contratado após 10 anos na liderança do Hospital Sírio-Libanes. “Isso tudo será acompanhado também da modernização das clínicas já existentes, com a aquisição de novos aparelhos, treinamento constante da equipe e o investimento em ensino e pesquisa”, detalhou. O último item trata-se da Faculdade Idor de Ciências Médicas, que funcionará no Rio de Janeiro.

Equipamentos


Entre as aquisições, dois novos aceleradores serão instalados no futuro centro clínico de Brasília. Esses equipamentos de alta tecnologia são responsáveis por emitir a radiação usada em diversos tratamentos para combater o câncer. O grupo também comprou dois CyberKnife, um robô para radiocirurgia ainda não usado no país e que ficará instalado em São Paulo. “Inicialmente, teremos esses equipamentos em São Paulo devido à questão de treinamento de equipe. Eles serão enviados para fora do país para fazer o manuseamento”, detalhou Paulo.


Congresso

O anúncio do centro clínico especializado em câncer em Brasília e nas capitais carioca e paulita foi feito durante a o 5º Congresso Internacional Oncologia D'Or. O evento, aconteceu na sexta-feira (24/11) e no sábado (25/11) no Rio de Janeiro e reúniu diversos profissionais da área que discutiram os rumos do tratamentos da doença. A programação científica englobou 17 módulos com apresentações, discussões de casos de pacientes e debates sobre o atual momento do câncer.

Antigo São Lucas (Memória)

Cheio de dívidas com fornecedores e aluguéis atrasados, o Hospital São Lucas foi fechado em junho de 2015, após uma ação de despejo por parte da proprietária do prédio. À época, a administração do estabelecimento devia cerca de R$ 1 milhão em aluguéis. O valor teria sido acumulado nos últimos cincos anos. A dona do edifício também acusou os diretores de sublocar os espaços. Por lá, funcionários também tiveram salários atrasados. 
 
* O repórter viajou a convite da Rede d'Or
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