Ato na Rodoviária do Plano Piloto pede respeito a meninas e mulheres

Mobilização faz parte da campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher. Participantes distribuíram informativos e caminharam pelo terminal para chamar atenção à causa

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postado em 27/11/2017 22:00 / atualizado em 27/11/2017 22:35

Barbara Cabral/Esp.CB/D.A. Press

Como parte das ações promovidas pela campanha "16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres", integrantes da Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos (Sedestmidh) promoveram um ato na Rodoviária do Plano Piloto, na tarde desta segunda-feira (27/11).


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A secretária-adjunta da Sedestmidh, Márcia de Alencar, explica que a mobilização não teve como objetivo convocar pessoas, mas interagir com o espaço e levar a mobilização até elas. "Buscamos promover esse espírito de adesão entre os próprios transeuntes. Muitas vítimas de assédio sexual e outros tipos de violência passam por aqui todos os dias. O trabalho de hoje não foi para atrair um grande número de pessoas. Nossa ideia foi fazer com que aquelas que estiverem aqui se lembrem e se envolvam com esse assunto", afirma. 

Ainda segundo Márcia, a campanha, realizada no Distrito Federal desde 2015, conta com apoio da Organização das Nações Unidas (ONU). Com o tema "Meninas, Mulheres e Respeito", os esforços deste ano tentam alertar a população do DF para as vítimas de grupos considerados vulneráveis, como crianças e deficientes. "O tema foi escolhido principalmente em função dessa cultura do estupro que vigora atualmente", complementa Márcia. 

A organizadora do ato e gestora governamental da secretaria-adjunta, Michelle Bastos, acrescenta que um dos benefícios do local escolhido é que ele permite levar informações a um grande número de pessoas. "Nos folders entregues, há detalhes sobre como recorrer à rede de atendimento à mulher, como denunciar aos órgãos de enfrentamento e também os contatos dos núcleos de atendimento e acolhimento", explica.

Enquanto passava, a produtora cultural Juliana de Andrade, 37 anos, aproveitou para parabenizar o movimento e a divulgação do tema. "Estou muito contente de ver as pessoas organizadas contra o avanço de ideias e atitudes que eu não poderia classificar como outra coisa senão fascistas. Isso não pode ser aceito", criticou.   
 
 
 

Calendário


No Brasil, a campanha começou em 20 de novembro, para coincidir com o Dia Nacional da Consciência Negra e chamar atenção ao fato de que as mulheres negras constituem o maior número de vítimas de violência.

Em outros países, o "Dia Laranja" (ou "Dia D") ocorreu no sábado (25/11), em razão de a data representar o Dia Internacional da Não Violência Contra a Mulher. Em nível internacional, os 16 Dias de Ativismo têm início em 25 de novembro.

Tanto no Brasil quanto nos demais países que aderem à campanha, as iniciativas são promovidas até 10 de dezembro, Dia Mundial dos Direitos Humanos.

Como denunciar?

 
Para denunciar qualquer um dos cinco tipos de violência contra a mulher (física, psicológica, sexual, patrimonial ou moral), ligue para 156 (Opção 6). O Disque Direitos Humanos da Mulher funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, e nos fins de semana e feriados, das 8h às 18h.

Fora desses períodos, a denúncia pode ser feita na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) mais próxima. Todas as informações prestadas tanto à central de atendimento quanto à Delegacia da Mulher são mantidas sob sigilo.
 
* Estagiária sob supervisão de Mariana Niederauer 
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