Missa de sétimo de Evaristo de Oliveira será celebrada às 20h desta terça

Vice-presidente executivo do Correio Braziliense morreu em 22 de novembro, aos 72 anos. Celebração será no Santuário São Francisco, na 915 Norte

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postado em 28/11/2017 06:00

Claudio Reis/Esp. CB/D.A Press

 
Está marcada para esta terça-feira (28/11) a missa de sétimo dia do vice-presidente executivo do Correio Braziliense, Evaristo de Oliveira. A celebração em memória do pioneiro e empreendedor que mudou a história do Distrito Federal e da comunicação da capital do país será às 20h, no Santuário São Francisco de Assis, na 915 Norte. Evaristo estava internado no Hospital Santa Luzia e morreu em 22 de novembro, aos 72 anos. Com uma trajetória de vida exemplar, era conhecido pela transparência e por tratar pessoas de diferentes níveis sociais com a mesma gentileza.
 
 
Deixou cinco irmãos, que ajudou a cuidar e criar, a mulher, Regina, os filhos Guilherme e Gabriela, além de quatro netos. Era considerado uma referência também dentro da família, pelo caráter, dedicação ao trabalho e incentivo ao crescimento individual. Goiano do município de Luziânia, distante 59km do DF, o contador e empresário começou a trabalhar no Correio como datilógrafo, em 1965, ano em que se mudou para Brasília para estudar. Achou a oportunidade de emprego nos classificados do jornal e dedicou 52 anos à empresa, chegando até o cargo de vice-presidente.
 
Outra característica do empreendedor era o amor por Brasília. A opinião de Evaristo era levada em conta quando membros do legislativo ou executivo local discutiam soluções para a cidade. Ainda menino, Evaristo presenciou o início do nascimento da capital federal. Em uma entrevista realizada em 2011, contou que, em 1956, se surpreendeu com a chegada de máquinas e operários que migravam para construir a cidade. “Costumo brincar que não vim para Brasília, Brasília é que veio até mim. Era setembro de 1956, quando vi o primeiro caminhão passar”, recordou.
 
Tinha 10 anos à época e, nove anos depois, faria a mudança que transformaria, para sempre, sua história pessoal e a do jornal. Em 1992, foi eleito para o Condomínio Acionário do Grupo Diários Associados. Por conta do jeito diplomático, da positividade, da delicadeza e,também, da elegância, acabou apelidado por amigos de “o lorde”.


Despedida

Após a notícia da morte de Evaristo, o governador do DF, Rodrigo Rollemberg, decretou luto oficial de três dias. Amigos, familiares, colegas e ex-colegas de trabalho e autoridades locais e nacionais despediram-se de Evaristo no último sábado, no Cemitério Campo da Esperança. Pelo menos 300 pessoas compareceram para dar um último adeus ao empreendedor.
 
O velório teve início às 8h e o corpo foi enterrado por volta de 13h30, na Ala dos Pioneiros do cemitério. Amigo e colega de Evaristo, o presidente do Correio Braziliense, Álvaro Teixeira da Costa, fez um discurso emocionado no fim, e o chamou de “irmão querido”. “Sempre teve uma palavra de amizade, carinho e compreensão aos nossos arroubos.”
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