Greve do metrô: encontro entre MPT e metroviários termina sem acordo

Encontro promovido pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) não chega a acordo e paralisação do sistema só deve acabar após julgamento no Tribunal do Trabalho. Transporte continua com esquema de funcionamento especial

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postado em 29/11/2017 06:00 / atualizado em 28/11/2017 22:43

Marcelo Ferreira/CB/D.A Press


Mesmo com a intermediação do Ministério Público do Trabalho (MPT), a greve do metrô ainda não tem previsão para ser resolvida. Ontem, metroviários e representantes da empresa participaram de uma audiência que abordou a imediata convocação dos aprovados no concurso de 2014. Esse é um dos pleitos da categoria, com as atividades parcialmente paralisadas há 21 dias. Enquanto isso, aguarda-se que o impasse seja julgado pelo Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10). Das 24 estações, 18 ficam abertas nos horários de pico (das 6h às 8h45 e das 16h45 às 19h30).


O Sindicato dos Metroviários (Sindmetrô-DF) denuncia a empresa por não cumprir com o acordo judicial firmado em 2015, no qual 331 aprovados deveriam ser convocados. A proposta do Governo do Distrito Federal (GDF) é contratar esse grupo de empregados até dezembro de 2018, quando vence o certame. “O governo alega falta de recursos e, enquanto isso, tem uma grande perda no orçamento em razão da liberação de catracas”, afirma Israel Almeida, secretário de Relações Institucionais do Sindmetrô.

 

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Os trabalhadores também reivindicam a correção do Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INPC) de 8,41% nos salários. “A governança aprovou 188 convocações, apresentou um cronograma até abril e está, com isso, cumprindo o acordo que foi feito na ação coletiva”, detalhou a representante da Procuradoria do DF, Sarah Guimarães.


Diante da falta de um acordo, a procuradora do Trabalho Heloísa Siqueira de Jesus solicitou ao sindicato o número mínimo de convocações para atender à categoria, assim como também pediu ao GDF o máximo de convocações que poderiam ocorrer. Outros pedidos também foram feitos, como a relação de comissionados e seus respectivos proventos, a lista de funcionário do antigo Sistema de Abastecimento de Brasília (SAB) que atuam no Metrô-DF e o levantamento do prejuízo com a liberação das catracas. “Se o MPT encontrar alguma irregularidade, tomará as medidas que forem possíveis para dar um parecer”, explicou Heloísa.


A demora entre os trens varia de 12 minutos, em horários de maior circulação, até uma hora após as 19h30, quando apenas três veículos estão em circulação. A dona de casa Afonsina Araújo, 70 anos, que ontem seguia para a Estação Furnas, reclama da situação. “Eu gosto do metrô. É um transporte bastante funcional. E também concordo com ambas as partes na negociação, mas somos nós (passageiros) que mais sofremos”, lamenta Afonsina.

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