Morre ciclista atropelada por um ônibus na QI 22 do Guará

Bombeiros confirmam morte de mulher atropelada por um ônibus na QE 20 do Guará. A ciclista não resistiu aos ferimentos e morreu no local

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postado em 29/11/2017 07:23 / atualizado em 30/11/2017 12:06

Marcelo Ferreira/CB/D.A Press

Uma ciclista de 32 anos morreu após ser atropelada por um ônibus da empresa Marechal. A batida aconteceu por volta das 6h30 desta quarta-feira (29/11), na QI 22 do Guará 1. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) tentou reanimar a vítima durante uma hora, mas ela não resistiu à parada cardiorrespiratória.

 

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Testemunhas disseram que o motorista teria desrespeitado o sinal vermelho. Ainda nesta manhã, logo após o acidente, policiais levaram o condutor à delegacia para prestar depoimento.
 
Três viaturas e 11 militares do Corpo de Bombeiros seguiram para o local, por volta das 7h20, para os primeiros socorros. Ao menos duas faixas da via foram interditadas e o trânsito ficou congestionado.
 
A Viação Marechal emitiu uma nota lamentando “profundamente” o ocorrido. A empresa informou, ainda, “que está dando toda a assistência necessária à família da vítima”. “O rodoviário prestou socorro e ficou no local até a chegada do SAMU. Ele está em estado de choque”, afirma o texto.

Ainda de acordo com a Marechal, a empresa está promovendo cursos para que rodoviários “aprenderem a respeitarem os ciclistas”. “O treinamento começou tem pouco mais de 15 dias e todos os motoristas vão passar pela capacitação”, garantiram.

Mais de um ciclista morre por mês nas pistas do DF

A morte aumenta a lista de pessoas que morreram atropeladas no DF graças ao mau convívio entre bicicletas e carros. Dados do Departamento de Trânsito (Detran/DF) revelam que 17 ciclistas morreram em acidentes somente entre janeiro e outubro deste ano. Em todo 2016, esse número chegou a 19.
 
Há pouco mais de um mês, o cicloativista Raul Aragão não resistiu aos ferimentos após ser atingido por um veículo em alta velocidade na L2 Norte, onde motoristas não podem passar dos 60km/h.
 
O coordenador-geral do grupo cicloativista Rodas da Paz, Bruno Leite, lamentou a morte da mulher. "A gente nunca pode achar que uma morte de ciclista, no trânsito, é algo banal, fortuito", protestou. Ele afirma, ainda, que a ONG vai pedir a redução das velocidades máximas nas pistas do Guará.
 
Além disso, Leite reforçou que ônibus devem ter cuidado extra com as bicicletas. "Pelo tamanho, motoristas desses veículos devem ter ainda mais responsabilidade. O ideal seria fazer cursos de reciclagem com os condutores para que aprendam a lidar com os ciclistas nas vias", sugeriu. 


Reprodução/Google

 

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