Metrô-DF deixou de arrecadar cerca de R$ 4 milhões desde o início da greve

Sem acordo entre sindicato que representa os funcionários do Metrô e a empresa, continuam circulando apenas 75% dos trens nos horários de pico e 30% nos intervalos

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postado em 29/11/2017 21:25 / atualizado em 29/11/2017 21:33

Barbara Cabral/Esp. CB/D.A Press
A greve do Metrô chegou ao 21º dia nesta quarta-feira (29/11) e, durante esse período, a empresa que administra o transporte público deixou de arrecadar cerca de R$ 4 milhões, aproximadamente R$ 190 mil por dia, segundo informações da própria companhia. Sem acordo entre sindicato dos servidores e a empresa, continuam circulando apenas 75% dos trens nos horários de pico e 30% nos intervalos, causando problemas para os usuários. Pelo menos 50 mil pessoas deixaram de usar transporte público. No início desta tarde, a estação Central, na Rodoviária do Plano Piloto, estava lotada.

A cadeirante Nagela Ferreira, 27, está entre os usuários prejudicados. Ela contou que toda semana passa por um procedimento médico no hospital Sarah, do Lago Norte, mas que, por conta da redução no número de trens, precisou mudar toda a rotina para não perder a consulta. “Desde o início da greve, tudo ficou mais difícil. Dobrou o tempo do trajeto que fazia em uma hora. Precisei rever meus horários, inclusive perdi alguns compromissos”, explicou. Segundo ela, a greve do metrô limita mais ainda a sua locomoção. “Se tiver que recorrer ao ônibus, não sei como farei, já que ele só leva um cadeirante por vez”, lamentou. 
 
Um papel colado em um dos caixas da estação informava 20 minutos de intervalo de espera entre um trem e outro por conta da paralisação. No entanto, por meio da assessoria de comunicação, o Metrô apresentou outros números. Nos horários de pico, entre 6h e 8h45, a espera era de 12 minutos, com a circulação de 18 trens. Nos de menor movimento, esse tempo dobrava para 36. “É uma greve absurda. É uma falta de respeito. Estou esperando há mais de 30 minutos”, desabafou Vitorino Santana, 85.
 
Outro usuário prejudicado é o design Vagner Luiz, 44. Ciclista, o homem revelou que usa a bicicleta para agilizar a chegada ao trabalho, mas que, por conta da greve e da redução dos trens, precisou mudar os horários. “Depois de perder alguns compromissos, decidi adiantar em pelo menos uma hora a saída de casa”, disse.
 

Sem acordo no MPT

 
Na segunda-feira, metroviários e representantes da empresa participaram de uma audiência que abordou a imediata convocação dos aprovados no concurso de 2014. Na ocasião, os trabalhadores também reivindicaram a correção do Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INPC) de 8,41% nos salários. No entanto, o impasse ainda segue e a questão não tem data para ser julgada no Tribunal Regional do Trabalho. 
 
Segundo o Metrô, aproximadamente 70% dos empregados aderiram à greve no último dia 9. A companhia ainda informou que deixaram de ser arrecadados, com passagens, cerca de R$ 4 milhões — aproximadamente R$ 190 mil por dia.
 
O sindicato dos metroviários, em nota, informou que não houve acordo na audiência do MPT por falta de proposta por parte do Metrô e do Governo do Distrito Federal (GDF).
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