Estações de metrô amanhecem lotadas nesta sexta-feira

Ainda sem consenso entre categoria e empresa, greve dos metroviários chega ao 23º dia. Passageiro reclamam do descaso com quem dependem do transporte

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postado em 01/12/2017 10:25 / atualizado em 01/12/2017 15:14

Minervino Júnior/CB/D.A Press
 
As estações de metrô amanheceram lotadas nesta sexta-feira (1º/12), 23º dia de greve. Leitores do Correio reclamam do descaso com a população, principalmente em Águas Claras, que apresenta uma longa fila de espera. Até o momento, o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários do DF (Sindmetrô) e o Metrô/DF não chegaram a um consenso.


O escritor e jurista Vasco Vasconcelos, que pegou o trem em Águas Claras, relatou que alguns vagões circulam vazios pelos trilhos e não param na estação. “É um descaso e um desrespeito com a população e uma afronta à Justiça”, declarou.

A assessoria da Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô/DF) destaca que os trens circularem vazios é uma operação normal. “Eles estão retornando para o pátio e não funcionarão mais naquele horário de pico”, explica. Depois da viagem, os veículos são recolhidos para manutenção.
 
Desde a decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT/10), o Metrô circula com 75% da frota nos horários de pico, das 6h às 8h45 e das 16h45 às 19h30. Nos demais momentos, a quantidade de trens alterna entre três e cinco.
 
A falta de servidores é outro fator que incomoda os brasilienses. Constantino Batista, 62 anos, é cadeirante e tem enfrentado dificuldades para embarcar e desembarcar no trem. "Não tem funcionário para me ajudar, aí preciso pedir ajuda para passageiros", relata. Ele também reclama da quantidade de pessoas que utilizam o espaço preferencial dos vagões e o impedem de ficar lá. 
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