Bombeiro que furtou viatura da corporação diz não se lembrar do ocorrido

A defesa de Fabrício Marcos de Araújo afirmou que vai entrar com pedido de revogação da prisão preventiva

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 05/12/2017 00:28 / atualizado em 05/12/2017 00:30

CBMDF/Divulgação


O 2º sargento Fabrício Marcos de Araújo, 44 anos, disse que não se lembra de dirigir uma viatura furtada por mais de 31km em alta velocidade até a Esplanada dos Ministérios. A defesa alegou que o militar estava fora da sanidade em razão de um "excepcional estresse mental". 
 
Em nota, Rodrigo Veiga, advogado de Fabrício, alegou não serem verdadeiras as informações de que o sargento teria sido motivado devido a um suposto suicídio do filho ou por insatisfações políticas. Porém, levantou alguns fatores que podem ter contribuído para o estado mental do militar. "O sargento Fabrício recentemente perdeu um 'irmão de farda' em razão de suicídio. Igualmente, sentiu-se impotente ao não conseguir salvar a vida da mãe de um colega de trabalho no último plantão anterior aos fatos." 

Além de não recordar dos momentos da perseguição, segundo Veiga, Fabrício disse estar perplexo com toda a situação e que "jamais teria o intuito de causar danos ao Congresso, ao bem público ou mesmo às pessoas envolvidas". O sargento agradeceu, ainda, aos policiais militares, que adotaram as medidas para preservar a vida dele. 

Ainda em nota, o advogado argumenta que situações como essa acontecem por falta de apoio psicológico por parte das corporações. "Fabrício é apenas mais um membro integrante da segurança pública que, como tantos outros, internalizou o peso do exercício da profissão sem o devido suporte psicológico".

O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal alegou, em nota,  que a corporação oferece atendimentos clínicos psicológicos e psiquiátricos aos militares e familiares, além de assistência religiosa pela Capelania Católica e Evangélica. A saúde física fica sob os cuidados do Centro de Capacitação Física, Policlínicas Médicas e Odontológicas. 

"A instituição entende que ainda existem ações a serem realizadas na área de saúde mental dos militares, mas ressalta que disponibiliza atendimento para todos os militares e dependentes, sendo necessário que o interessado também procure o tratamento, uma vez que nem sempre é possível detectar os militares em situação de vulnerabilidade mental, seja relacionado ao estresse pós-traumático ou acometido de doenças relacionadas, como a Síndrome de Burnout", esclareceu o CBMDF. 

A defesa vai entrar com um pedido de revogação da prisão preventiva do cliente, reforçando a necessidade de uma internação médica para Fabrício. 
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.