Greve dos metroviários chega ao 27º dia nesta terça-feira

A população reclama de questões como a falta de avisos nas estações e o longo tempo de espera

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postado em 05/12/2017 13:53 / atualizado em 05/12/2017 14:32

Ed Alves/CB/D.A Press

Mais atraso e dificuldade de locomoção atrapalham o brasiliense nesta terça-feira (5/11), no 27º dia da greve dos metroviários. Ainda sem previsão de término da paralisação, o número reduzido de trens em circulação faz com que as estações fiquem lotadas.

 

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O longo tempo de espera é uma das principais queixas dos cidadãos. "Antes, o metrô passava a cada cinco minutos; agora, chegamos a esperar meia hora", relata o aposentado Arnaldo Mascarenhas de Castro, 65 anos. Para ele, o metrô costumava ser um dos melhores meios de transporte da cidade – opinião que mudou com a situação do último mês.

 

A falta de aviso sobre o funcionamento das estações têm complicado a rotina de várias pessoas. A publicitária Shirlei Rodrigues, 38, mora em Taguatinga Norte e pretendia utilizar o metrô no trajeto da estação Centro Metropolitano para a Asa Sul. "Quando passei a catraca, um funcionário me avisou que não estava funcionando, aí eu tive que ir para outra estação e pegar um ônibus. Haja dinheiro!", reclama.

 

Fogo no vagão

Na última sexta-feira (1/12), um princípio de incêndio provocado por pedaço de plástico e papel que entrou em contato com a peça chamada "churrasqueira", que fica embaixo do trem, assustou os passageiros da estação Arniqueiras, em Águas Claras. "Começou a subir um cheiro forte de fumaça, e alguém gritou que estava pegando fogo. Eu desci na estação morrendo de medo. Cada dia é um problema diferente nesse transporte", relembra a cuidadora Nilda Rocha, 54 anos, moradora da Cidade Ocidental.

 

Quebra-quebra

Um passageiro apertou o botão de emergência de um trem próximo à estação Praça do Relógio, em Taguatinga, na manhã de segunda-feira (4/12). De acordo com apuração do Correio, houve uma falha no sistema de ventoinhas, o que fez com que as pessoas reclamassem da falta de ar. Em decorrência das condições de temperatura, uma mulher passou mal, o que resultou na ativação do alarme. A energia foi desligada após os usuários quebrarem os vidros e saírem dos vagões. A circulação do veículo foi interrompida por 30 minutos.

 

Funcionamento durante a greve

Conforme decisão do Tribunal do Trabalho da 10ª Região (TRT/10), no período de greve, a frota dispõe de 18 trens durante os horários de pico, das 6h às 8h45 e das 16h45 às 19h30. No restante do dia, o número varia entre três e 12, enquanto o tempo estimado de espera vai de seis minutos a uma hora. Das 8h45 às 16h45 e das 19h30 às 23h30, as estações 108 e 114 Sul, Feira, Arniqueiras, Taguatinga Sul e Centro Metropolitano funcionam apenas para desembarque dos passageiros. 

 

*Estagiária sob supervisão de Adriana Bernardes.

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