Suspeito de participar de assassinato em escola de Alexânia é solto

Justiça aceitou argumento da defesa de que o acusado não deu fuga a Misael Pereira, assassino confesso de Raphaella Noviski, que entrou no colégio em Alexânia (GO) para matá-la

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postado em 06/12/2017 21:15 / atualizado em 06/12/2017 21:15

Minervino Junior/CB/D.A Press
Um dos suspeitos de envolvimento no assassinato de Raphaella Noviski, 16, em 7 de novembro, deixou a cadeia pública de Alexânia (GO) na noite de terça-feira (5/12). Agora, Davi José de Souza, 49, responderá pelo crime em liberdade. Ele teria dado fuga para Misael Pereria Olair, 19, assassino confesso da estudante. Decisão da Justiça goiana foi proferida após novas provas serem apresentadas pela defesa do acusado. Além de Misael e Davi, outras duas pessoas foram indiciadas pelo crime.
Na decisão do juiz substituto da comarca de Alexânia (Go), Leonardo Lopes dos Santos Bordini, expedida no último dia 30 de novembro, o magistrado afirma “que novas provas foram colacionadas aos autos pela defesa, corroborando a versão de que o Sr. Davi não havia dado fuga ao Sr. Misael, mas sim o conduzido ao encontro dos Policiais Militares que efetuaram a prisão”. 
 
No despacho, o juiz afirma que, diante da polícia, em um cruzamento da cidade, Davi teria quatro opções de fuga, mas optou por ir em direção aos militares. “(...) vale dizer, das quatro alternativas disponíveis, escolheu exatamente aquela que o colocou frente a frente com as forças de segurança, a demonstrar, em cognição sumária, que não visava a empreender fuga”.
 
Davi de Souza deixou a cadeia municipal de Alexânia na noite de ontem. O Correio tentou contato com a defesa do acusado para que comentasse a decisão da Justiça, mas não conseguiu falar com o advogado do suspeito.

Segundo a mãe de Raphaella, Rosângela Cristina Silva, 37, a família está inconformada com a soltura de Davi um mês após o assassinato.“Estamos indignados. Hoje faz um mês e o comparsa recebe a liberdade?”, indagou. Ainda bastante abalada, Rosângela lamentou a decisão da Justiça.

Morte completa um mês 


A estudante Raphaella Noviski Romano, 16, foi brutalmente assassinada com 11 tiros por Misael Pereira Olair, 19, dentro da Escola Estadual 13 de Maio, em Alexânia, na manhã de 6 de novembro. Por volta das 9h, Misael pulou o muro da escola da jovem e a surpreendeu na sala de aula do 9º ano do ensino fundamental. Antes disso, entrou em pelo menos outras duas salas até encontrá-la. Além da arma calibre 32, o acusado usava uma máscara e portava uma faca e veneno, que seria usado para cometer suicídio. 

À Polícia Militar de Goiás (PMGO) Misael, em um primeiro momento, informou que matou Raphaella por ódio. No entanto, no decorrer das investigações, o suspeito revelou que a motivação do crime era a rejeição que teria sofrido.
 
Em depoimento, ele afirmou que tentou seguidamente manter um relacionamento amoroso com a jovem, mas, após seguidas negativas da estudante, passou a planejar o crime por um ano e meio, até o dia em que invadiu a escola e efetuou 11 disparos em direção a Raphaella.
 
Desde então, o assassino confesso da jovem aguarda o julgamento pelo crime de feminicídio no presídio de Aparecida de Goiás. Além de Misael e Davi, José Alberto Moreira e Wilkennedy Gomes dos Santos, que repassaram a arma do crime para Misael, foram indiciados por participação no crime. 

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