Justiça condena a 17 anos de prisão PM que matou segurança em festa

Crime ocorreu em outubro de 2016, quando, depois de uma discussão, Yuri Rafael Rodrigues da Silva Miranda atirou sete vezes contra a vítima na saída de uma festa, no Gama

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postado em 06/12/2017 19:35 / atualizado em 06/12/2017 22:51

Facebook/Divulgação

O policial militar de Goiás Yuri Rafael Rodrigues da Silva Miranda foi condenado a 17 anos de prisão, nesta quarta-feira (6/12), pela morte do segurança Kássio Enrique Ribeiro de Souza, durante uma festa na Mansão Millenium, no Setor Leste do Gama. 
 
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) denunciou o caso, alegando que o réu agiu por motivos fúteis. De acordo com a acusação, após Yuri ser repreendido por Kássio por ter parado o carro de maneira irregular, o réu teria atraído o segurança para uma área próxima ao veículo e atirado sete vezes contra a vítima. 

Além de ser condenado por homicídio duplamente qualificado, a sentença também determina perda do cargo público de policial militar. "Conforme restou apurado nos autos, o réu demonstrou que não possui condições para permanecer no exercício do indigitado cargo público", justifica o processo. 
 
O Correio tentou contato com a defesa do acusado pelo telefone fixo do escritório de advocacia dos dois defensores que constam no processo do Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT), mas não conseguiu localizá-los até a última atualização desta reportagem.


Relembre o caso


Na madrugada de 23 de outubro de 2016, Yuri Rafael chegou à casa de festas no Setor Leste, no Gama, e tentou entrar em um evento que ocorria no local. Porém, o segurança Kássio negou a entrada, já que a festa tinha acabado.

A vítima chamou a atenção do acusado, pois ele tinha parado o carro em frente à saída do local. Yuri reagiu com xingamentos e, quando o segurança se aproximou do veículo, foi atingido por tiros e morreu na hora. O então PM teria tentado fugir do local, mas algumas pessoas impediram a ação e o acusado teve a prisão decretada. 

Além deste crime, Yuri também foi denunciado pelo Ministério Público de Goiás por abuso de autoridade e agressão a três mulheres durante um interrogatório, em 2013.  
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