Polícia Civil prende grupo acusado de grilagem de terras no Gama

A indicação é de que os criminosos faturariam pelo menos R$ 2,1 milhões com a prática de grilagem

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 07/12/2017 11:33 / atualizado em 07/12/2017 11:50

Breno Fortes/CB/D.A Press

Investigadores da Delegacia Especial de Proteção ao Meio Ambiente e à Ordem Urbanística (Dema) da Polícia Civil cumpriram na madrugada desta quinta-feira (7/12), quatro mandados de busca e apreensão, dois de condução coercitiva - quando alguém é levado para prestar um depoimento - e ainda prenderam duas pessoas temporariamente na região da Ponte Alta, no Gama. De acordo com informações da corporação, o objetivo da denominada Operação Ponte Alta VI é desmanchar um grupo que aplicava golpes de estelionato e parcelamento irregular de solo na região. A estimativa é a de que os criminosos faturariam pelo menos R$ 2,1 milhões com a prática de grilagem.


De acordo com a corporação, as investigações tiveram início há quatro meses. A Polícia Civil identificou que os envolvidos atuavam na região da Ponte Alta de Cima, no Gama, vendendo lotes de maneira irregular na região. Segundo a delegada-chefe da Dema, Marilisa Gomes, o grupo também planejava apropriar-se de uma extensa área pública da Agência de Desenvolvimento do DF (Terracap) na localidade. “Eles tinham como objetivo implementar mais um loteamento irregular no Distrito Federal. Isso ocasionaria o enriquecimento ilícito dos autores, em prejuízo do Poder Público, do ordenamento urbano e do meio ambiente”, esclarece Marilisa.
 
As investigações apontam ainda que, mesmo sem esse loteamento ter sido implementado, os acusados já haviam parcelado a área em pelo menos 25 lotes, com metragem aproximada de 800 m², cada, os quais eram vendidos por R$ 85 mil. Com isso o lucro com o lote irregular chegaria a pelo menos R$ 2,1 milhões. O grupo responderá pelos crimes de associação criminosa, estelionato e parcelamento irregular do solo. Caso sejam condenados, eles estarão sujeitos a penas de até 13 anos de prisão.
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.