Secretaria de Cultura estuda cobrar ingresso no Museu da República

Medida ainda está em fase de análise, mas pode valer já em 2018. Secretário diz que pessoas de baixa renda poderiam entrar de graça ou ter o valor da entrada reduzida

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postado em 07/12/2017 12:28 / atualizado em 07/12/2017 13:55

Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press

O visitante pode precisar pagar ingresso para entrar no Museu Nacional da República. O secretário de Cultura do Distrito Federal, Guilherme Reis, anunciou na manhã desta quinta-feira  (7/12) que pretende cobrar entrada nesse e em outros espaços e eventos culturais geralmente gratuitos. Segundo Reis, a proposta está em processo de estudo, e a medida deve valer antes do fim de 2018.


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"Em lugar nenhum do mundo a entrada é gratuita em um museu daquele tamanho", argumentou o secretário. Ele defende, porém, que visitantes de baixa renda tenham acesso sem precisar pagar ou com ingressos mais baratos. "Ainda estamos estudando como isso vai ser feito", completou.

O anúncio ocorreu em evento no Teatro Nacional Cláudio Santoro, em que o governador Rodrigo Rollemberg sancionou a Lei Orgânica da Cultura. O texto estabelece que o dinheiro arrecadado com eventos culturais seja destinado à manutenção desses projetos, e não mais aos cofres do GDF.

Assim, segundo a Secretaria de Cultura, o valor do ingresso possivelmente cobrado no Museu Nacional da República deverá retornar para obras e pagamentos do próprio espaço. A pasta não estipulou um valor da entrada nem as condições de gratuidade.
 

Rollemberg sanciona Lei Orgânica da Cultura

 
Quase dois meses depois da aprovação, por unanimidade, na Câmara Legislativa do Distrito Federal, o governador Rodrigo Rollemberg assinou a Lei Orgânica da Cultura. O texto estabelece diretrizes para os projetos culturais do DF, o que Rollemberg considerou como um "marco".
 
A lei cria novos fundos para, segundo o GDF, garantir o retorno do dinheiro arrecadado com a cultura para os projetos culturais. O governador, inclusive, aproveitou o evento para anunciar a finalização dos complexos culturais em cidades como Samambaia e Ceilândia e prometeu recuperar o Teatro Nacional Cláudio Santoro, cujas salas continuam fechadas.

"Lucio Costa estaria muito feliz em ver a cultura da cidade sendo prestigiada", afirmou Rollemberg, na presença de Maria Elisa Costa, filha do urbanista que projetou Brasília.
 
O governador garantiu, ainda, o funcionamento e o pagamento dos projetos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) em 2018. "O superávit que tivemos com o fundo em 2017 vai ser transferido para 2018", acrescentou Rollemberg.
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