Morre "seu Pedro", pipoqueiro conhecido dos brasilienses

Ele trabalhava na região central de Brasília vendendo pipocas nas portas de escolas igrejas e academias, "seu Pedro" morreu após complicações causadas devido a uma pneumonia

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postado em 07/12/2017 21:00 / atualizado em 07/12/2017 21:23

Arquivo Pessoal

Foi enterrado, na tarde desta quinta-feira (7/12) no cemitério Campo da Esperança, Pedro Antonio da Silva, 66 anos. Figura conhecida na região central de Brasília por vender pipoca em frente a escolas, faculdades e igrejas, ele morreu na quarta-feira (6/12) devido a complicações causadas por uma pneumonia. Amigos, familiares e clientes se despediram do homem que, por 40 anos, empurrou seu carrinho pelas ruas do Plano Piloto.


Segundo o filho mais novo de Pedro, Evandro Martins da Silva, 31, o pai deixou  Pernambuco há 40 anos, em busca de uma vida melhor. "Um guerreiro, essa é a palavra. Criou três filhos e quatro netos vendendo pipoca", disse. Abalado, Evandro relembrou os últimos momentos ao lado do pai. “Era um brincalhão. Mesmo internado fez piada com um enfermeiro. Não caiu a ficha ainda”, lamentou.

Segundo a diretora da escola Le Petit Galois, Malú Marques, o "seu Pedro" matinha uma relação afetiva com a instituição. "Ele chegou aqui praticamente na época da fundação da escola. As crianças gostavam tanto dele, que autorizamos que parasse seu carrinho e vendesse as pipocas dentro da escola", contou. Emocionada, Malú disse que a instituição está em luto. "Ele era muito querido. Foi difícil dar a notícias para as crianças. Vai fazer muita falta", lamentou. 

Emocionada, Leila Regina Moreira, 48, mãe de uma aluna, esteve no cemitério para prestar uma última homenagem ao homem que ela considerava "fazer do colégio um lugar diferente". "É como se tirasse um pedaço da escola. Foi difícil dar a notícia para minha filha. Vai fazer muita falta", lastimou. 

Amiga do pipoqueiro há 34 anos Sueli Costa Durães, professora do Colégio Planalto, lamentou a morte do comerciante. "Nunca vi tristeza, nem mesmo nos piores momentos. Era um exemplo de pessoa", enalteceu. 

Além do colégio Le Petit Galois, o pipoqueiro Pedro trabalhava em outros locais. Um dia ele ficava em frente à Igreja Nossa Senhora de Fátima, outro dia próximo ao colégio Planalto, por exemplo. "Nossa família é muito grata por tudo que essas pessoas fizeram pelo meu pai. Sempre estiveram ao lado dele", disse emocionado o filho Edvaldo Martins Silva, 43.
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