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Estado de Minas

Bezerro de 4 meses morre infectado por raiva bovina no DF

O animal foi contaminado por uma mordida de morcego no Lago Oeste, em Sobradinho. Diagnóstico foi confirmado em 28 de dezembro de 2017. Equipes da Seagri começaram a agir em 2 de janeiro para combater o foco da doença.


postado em 04/01/2018 14:40 / atualizado em 04/01/2018 18:01

O principal vetor da doença na área rural é morcego conhecido como morcego vampiro(foto: Kleber Lima/CB/D.A Press)
O principal vetor da doença na área rural é morcego conhecido como morcego vampiro (foto: Kleber Lima/CB/D.A Press)
Está confirmado o segundo caso de raiva bovina de 2017. Um bezerro de 4 meses morreu infectado com a doença na Zona Rural do Lago Oeste, em Sobradinho. O diagnóstico foi confirmado em 28 de dezembro de 2017 e em 2 de janeiro último equipes da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri) começaram a contactar produtores da região e fazer ações de prevenção na área. A principal origem da contaminação foi uma mordida de morcego.
 
Todos os outros animais que tiveram contato com o bezerro receberam soro e vacina antirrábica. O laudo positivo da doença foi emitido por um veterinário responsável pelo Laboratório de Raiva da Secretaria de Saúde. Um dia depois, equipes da Seagri começaram a agir. 

A veterinária responsável pelo Programa de Controle de Raiva de Herbívoros da Seagri, Érica Pinto, explicou que servidores fizeram um levantamento da quantidade de produtores na região, a quantidade de propriedades e animais que possivelmente tiveram contato com o bezerro. Além disso, equipes da Defesa Agropecurária levaram informações sobre vacinação aos produtores rurais.

Segundo Érica, na área rural o principal veiculador da raiva é um morcego específico conhecido popularmente como morcego vampiro (hematófago), porque ele se alimenta do sangue dos animais. “Durante a mordida, se o morcego for contaminado, existe a possibilidade dele transmitir a raiva para o animal. Provavelmente essa foi a origem do bezerro infectado”, explicou.

O órgão garantiu que realiza o monitoramento dos rebanhos de forma continuada e promove campanhas de vacinação contra raiva em bovinos e equídeos anualmente. “Além disso, realiza de forma permanente o atendimento às suspeitas da doença e o controle de morcegos hematófagos na zona rural.”

Transmitida ao homem

A raiva bovina é uma das doenças que podem ser transmitidas aos seres humanos. Durante algum contato com o animal, o homem pode contrair a doença. No entanto, Érica esclareceu que a patologia não é transmitida por qualquer contágio. “A pessoa teria que fazer uma manipulação muito específica e mexer com o sistema nervoso do animal. Mas, se o homem for mordido, a possibilidade também existe. Todos os mamíferos podem se contaminar com o vírus da raiva”, ressaltou.

Segundo a veterinária, a doença é fatal, porque só existem prevenção com vacinas. Uma vez contaminado, não há tratamento. A orientação é que o cadáver de um animal morto por raiva bovina seja descartado em uma vala profunda na propriedade sem que outros bichos tenham acesso. “É importante que seja em um local ambientalmente seguro sem nenhuma fonte de contágio nem que seja próximo a nascentes”, explicou a veterinária da Segri.

Ela ressaltou, no entanto, que animais bovinos mortos pela doença recebem um manejo diferenciado por causa da possibilidade do consumo da carne. Os sintomas nos animais são apatia, paralisia e andar cambaleante. Os produtores que constatarem um desses sintomas nos animais podem ligar para os telefones 3340-3862 e 3487-1438.

Segundo a Seagri, equipes vão manter o monitoramento na região. O órgão informou que a doença ocorre pelo menos uma vez por ano e, geralmente, ocorre em razão da mordida de morcego. 

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